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July 10, 2019

A humanização é o que impulsiona o crescimento das cooperativas de crédito

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Com bancos tradicionais fechando agência e criando atendimentos por meio de robôs e uma onda de bancos digitais onde você nem sequer sabe o nome de seu gerente, as cooperativas de crédito oferecem como alternativa atendimento humano, empático e cordial.
De um lado, fintechs, bancos digitais, grandes investidores do Vale do Silício, vantagens para os usuários, grandes atrativos aos jovens e tecnologia de última geração. De outro, bancos centenários e tradicionais tentando se reinventar para se adequar aos novos tempos. Onde estão as cooperativas de crédito neste cenário?

Elas estão cuidando de gente. Literalmente. Enquanto os bancos e as grandes empresas enxugam suas estruturas físicas, automatizam o atendimento e buscam formas digitais para atingir públicos cada vez mais jovens, as cooperativas estão humanizando o atendimento, investindo em agências e no contato com as pessoas, inclusive as mais simples.

Um exemplo sintomático desse processo é a experiência de entrar em uma agência de uma das redes de cooperativas de crédito. A loja é projetada para não se parecer nada com um banco. “O propósito da nossa cooperativa é humanizar as relações financeiras e a gente trabalha fortemente com esse olhar. Recentemente, alteramos todo o layout das nossas agências, de forma que o cooperado não entre naquela casa e tenha um atendente atrás de um balcão e ele fique em uma fila esperando. Não temos mais balcões, trabalhamos no modelo co-working. Quando o cooperado entra na sala, ele é recebido por um colaborador, vai com ele até um espaço de café, levando seu computador, e atende o cooperado nos vários espaços à disposição, com design arrojado, leve, colorido e alegre. Isso tem feito uma grande diferença e ouvimos de nossos cooperados que eles vêm porque se sentem bem. Além de todos os benefícios da cooperativa, com a não cobrança de tarifas e taxas muito mais baixas, existe este valor do atendimento pessoal, que é muito importante para resolver tudo o que é necessário”, diz Solange Pinzon De Carvalho Martins, presidente do Conselho de Administração do Sicoob Meridional, cooperativa de Toledo (PR).

Cenário positivo
Atualmente, as cooperativas de crédito brasileiras contam com mais de 10 milhões de associados, entre pessoas físicas e jurídicas. Já são 5,4 mil postos de atendimento, que representam 16% de todas as agências bancárias em território nacional, com presença em 2.500 cidades Brasil afora.

“As pessoas estão enxergando o valor das cooperativas de crédito. O cliente bancário brasileiro está carente de bons serviços a preços justos, juros baixos e atendimento personalizado. Ao conhecer a cooperativa e enxergar todo esse benefício, ele ainda se depara com o tratamento próximo e atendimento diferenciado. Com isso, a tendência é que essa força aumente e seja cada vez mais presente no Brasil. A revolução digital chegou e as cooperativas de crédito têm um papel muito importante nessa onda também, usando as ferramentas mais modernas para o atendimento e suas operações. Vejo um futuro muito promissor”, diz Camila Viana, pesquisadora e professora universitária especialista em Cooperativismo.

Além dos atributos que atraem o grande público também nos centros urbanos, as cooperativas aproveitam um momento especial do mercado. O consultor Carlos Alberto dos Santos, da Cosinergia Finanças, crê que o cooperativismo tem um papel importante a cumprir. Recentemente, em sua palestra na Conferência Internacional de Inovação, realizada no Paraná, ele pontuou este momento de evolução: “Os bancos digitais têm espaço, vão crescer muito. Mas as cooperativas existem há 170 anos e estão absorvendo as mudanças da sociedade há muito tempo. Com a era digital, tudo ganhou velocidade, os processos de mudança são muito rápidos e profundos. Eu acredito que o futuro das cooperativas é muito promissor”.

Santos acredita que o aparecimento das novas modalidades não ameaça sua existência. Pelo contrário. “Os bancos tradicionais estão reduzindo sua presença física, fechando agências e isso tem aberto oportunidades no mercado. As cooperativas começam a ocupar fisicamente o espaço deixado pelos bancos e isso é muito emblemático”. Segundo o consultor, os bancos estão reduzindo de forma acelerada o relacionamento com os clientes e isso vai ter seu preço, “pois as pessoas querem um tratamento diferenciado”.

Agenda BC
Junto com essa onda de oportunidades, as cooperativas de crédito ainda vivem um momento propício do ponto de vista da regulação do Banco Central. Com o lançamento da Agenda BC, na qual o governo estabelece um compromisso com a inclusão, a competitividade, a transparência e a educação financeira, o papel das cooperativas fica ainda mais importante.

Essas novas diretrizes do Banco Central ajudam no trabalho de inclusão do público de baixa renda no sistema bancário, no crédito rural, na educação financeira, e na busca do fomento da produção rural e das pequenas empresas.

Além disso, o governo tem editado resoluções, por meio do BC, que facilitam o trabalho das cooperativas. Exemplos são a Resolução 3.106/2003, que estabelece a livre admissão de associados, a Lei Complementar n°130/2009, que dispõe sobre o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), a e as resoluções que estabelecem regras de governança, nova segmentação e eliminação de restrições ao quadro associativo das cooperativas.

Assim, utilizando-se de seu legado de atendimento personalizado, presença local e relações sustentáveis, as cooperativas de crédito estão fazendo uso das tecnologias, das transações digitais e dos aplicativos e somando tudo isso aos princípios do cooperativismo para estabelecer uma nova era no mercado de crédito.


Panorama do sistema nacional de crédito cooperativo
As cooperativas aumentaram sua presença por meio de unidades físicas próprias em 7% no ano, alcançando 92% dos municípios da região Sul e 58% da região Sudeste.

•A quantidade de cooperados cresceu 9%, com taxa de crescimento de aproximadamente 18% das empresas e 8% das pessoas físicas.

•O crescimento da carteira de crédito do SNCC intensificou-se em 2018, em alinhamento com o atual movimento de recuperação da economia. O crescimento anual atingiu 23% em dezembro de 2018.

•As captações de depósitos de associados no SNCC cresceram aproximadamente 18%.

•Apesar de o estoque do sistema cooperativo representar apenas 7,9% do total de crédito varejo, sua atuação contribuiu significativamente na recente retomada do crédito.

•Em 2018, as cooperativas atuaram principalmente no crédito rural e no crédito pessoal sem consignação na carteira de pessoas físicas, e apareceram como forte opção para pequenas e médias empresas.

•Em valores agregados, as cooperativas singulares continuaram com PR (Patrimônio de Referência) suficiente para cumprir com folga as exigências mínimas estabelecidas pelas normas em vigor.

•A qualidade dos ativos de crédito das cooperativas é superior ao restante do SFN, mas essa diferença tem diminuído ao longo do tempo. Após queda em 2017, a cobertura dos ativos problemáticos do SNCC aumentou em 2018 e está em linha com a média do SFN.

•O Índice de Basileia (IB) das singulares caiu de 30% para 27%, resultante principalmente de mudança normativa e de alteração na composição dos ativos, consistente com o aumento da participação das operações de crédito no ativo dessas cooperativas.

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January 10, 2019

Futuro de liderança

Programa do Sescoop qualifica jovens de 21 a 35 anos para fortalecerem a economia do país.

O sonho de muitos jovens é o de concluir o curso superior e, imediatamente, colocar à prova o conhecimento adquirido ao longo da graduação. Mas, na prática, isso não acontece com tanta frequência, o que exige ainda mais criatividade para, finalmente, conquistar o tão sonhado espaço no mercado de trabalho. No universo cooperativista, a dinâmica é outra. Isso porque o setor se preocupa com a qualificação de sucessores. Pensando nisso, o Sescoop – o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo – acaba de selecionar 35 jovens para a primeira turma do programa Somos Líderes.

Direcionado ao público jovem (de 21 a 35 anos), o projeto atende à missão da Instituição: promover a cultura cooperativista e o aperfeiçoamento da gestão para o desenvolvimento das cooperativas brasileiras. A lista com os nomes dos 35 selecionados está no site do Sescoop. O programa foi lançado em agosto deste ano e, ao todo, 1.553 moças e rapazes, moradores de todas as regiões do Brasil, se inscreveram na seleção.

“A iniciativa é mais uma oportunidade de colocar em prática a expertise que o Sescoop tem desenvolvido em prol da profissionalização da governança cooperativista. Devido ao seu elevado nível, o programa representa um marco na história da Instituição na medida em que forma jovens com as habilidades específicas para atuarem nas cooperativas brasileiras. Mais do que conhecer o cooperativismo, esses jovens vão vivenciar e divulgar a prática da cooperação, fortalecendo, ainda mais, o nosso modelo de negócios”, comenta o superintendente do Sescoop, Renato Nobile.

OBJETIVO

A expectativa é de que, a partir dessa iniciativa, sejam formadas lideranças conscientes e engajadas com o cooperativismo. Agora, os jovens aguardam o primeiro encontro do programa que vai ocorrer no dia 8 de outubro, na cerimônia do Prêmio SomosCoop – Excelência de Gestão, em Brasília.

ENSINO INOVADOR

O curso foi elaborado com metodologia inovadora por adotar soluções digitais, como a gameficação e as trilhas de aprendizagem online – recurso utilizado já no momento das inscrições. Essa formatação propicia um estudo mais livre, seguindo a ideia da heutagogia, onde o aluno é capaz de gerir o próprio aprendizado.

METODOLOGIA

Até abril de 2020, os participantes terão aulas virtuais e presenciais de assuntos como Tendência, Inovação e Liderança; Liderança no contexto cooperativista; Liderança no contexto organizacional; Liderança no contexto social; e Liderança no contexto político. Cada um desses módulos conta também com a disponibilização de conteúdo via podcasts, encontros virtuais em webnários e mentorias individuais.

Os módulos presenciais serão realizados em Recife (PE), Chapecó (SC), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF). Todas as despesas com deslocamento, hospedagem e alimentação correm por conta do Sescoop. Com o intuito de viabilizar a concretização do aprendizado, estão previstas visitas técnicas a instituições e organizações que implantaram e que colocam em prática o conteúdo desses módulos.

COOPERANDO

E para provar que o cooperativismo é um modelo econômico capaz de aliar a experiência à vontade de aprender, os jovens também contarão com o acompanhamento dos dirigentes de cooperativas reconhecidas pelo Prêmio SomosCoop Excelência de Gestão, que vão atuar como mentores e fontes de inspiração, durante dois anos.

O programa Somos Líderes é uma iniciativa do Sescoop e conta com o apoio da consultoria HSM e da agência Eureca.

 

fonte: https://cooperativismodecredito.coop.br/2019/09/futuro-de-lideranca/

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September 23, 2019

Competição Bancária e Juros mais Baixos Ganham Força com Cooperativas

Potencial deste segmento está na capilaridade de fornecimento de crédito a pequenas e médias empresas no interior brasileiro.

Na última reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), no final de agosto, foi aprovado um voto que não despertou maiores atenções e teve repercussão limitada, particularmente por ser árido e técnico.

Em resumo, a medida permitiu que as cooperativas de crédito no Brasil possam emitir Letras Financeiras (LF) para captação de recursos. Quem é da área comemorou. Quem não é deveria comemorar também.

A medida é mais um passo na transformação desse segmento, que vem crescendo exponencialmente. As cooperativas de crédito estão se consolidando como opção viável de competição bancária, uma alternativa aos grandes bancos e instrumento para reduzir as taxas cobradas dos clientes. Com o dinheiro mais barato, toda a sociedade se beneficia.

As Fintechs — empresas que trabalham para inovar e otimizar serviços do setor financeiro — costumam ser apontadas como principal ator que vai sacudir esse mercado. Mas um ex-diretor do Banco Central lembra que, ao crescerem, a maioria dessas startups acaba sendo incorporada pelos grandes bancos. “São as cooperativas que realmente vão proporcionar a competição”, diz ele.

Para a maior parte das pessoas que moram nas grandes cidades, as cooperativas podem parecer algo novo. Só que são uma novidade de 117 anos. Para registro, a primeira cooperativa de crédito no País (e na América do Sul) foi aberta em 1902, em Nova Petrópolis, Rio Grande do Sul.

No interior do Brasil, elas são uma realidade que pode ser contada em grandes números. Têm 10,5 milhões de associados – 150% a mais que os 4,1 milhões em 2010 —, empregam 60 mil pessoas e atuam em 6.200 postos em todo o país.

Em 2018, o incremento da carteira de crédito delas foi de 23%, enquanto o resto do Sistema Financeiro se expandiu 7%. “Esse crescimento foi superior a todos os segmentos de instituições financeiras nos últimos cinco anos, considerando as modalidades de crédito de varejo”, atesta o BC.

O potencial das cooperativas está nessa capilaridade de fornecimento de crédito a pequenas e médias empresas no interior brasileiro. Elas estão em 200 municípios onde não existe nenhuma agência bancária e acrescentaram R$ 9,7 bilhões de crédito ao estoque de recursos para pequenas e médias empresas no ano passado.

No último ranking Valor 1000, divulgado em agosto pelo jornal Valor Econômico, o Sicoob e o Sicredi (os dois maiores sistemas existentes no país) aparecem entre os dez maiores bancos. Somadas, todas as cooperativas já são o sexto banco brasileiro, atrás do Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Caixa e Santander.

O que oferecem para ganhar tal projeção? Como as tradicionais “caixinhas”, elas são administradas pelos associados, permitem atendimento direto ao cliente, com um custo menor e taxas competitivas. Organizadas em grandes sistemas ou de forma independente, as cooperativas têm garantias parecidas às de um banco tradicional. Não procuram ter lucro — precisam garantir que suas receitas banquem as despesas. Se houver sobras, elas retornam aos associados.

O governo está de olho nesse setor. A medida do CMN de agosto dará mais capacidade para essas cooperativas captarem recursos para emprestar. Em abril, elas já haviam sido autorizadas a captar depósitos de poupança rural, o que também amplia suas fontes de dinheiro.

Para o futuro próximo, a estratégia é expandi-las para as grandes cidades e as regiões Norte e Nordeste. Em junho, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, apresentou metas ambiciosas para 2022: aumentar a participação dessas cooperativas no sistema de crédito dos atuais 8% para 20% e ampliar dos atuais um terço para metade o número dos cooperados que ganham até dez salários mínimos. Vem briga boa por aí.

 

fonte: https://cooperativismodecredito.coop.br/2019/09/competicao-bancaria-e-juros-mais-baixos-ganham-forca-com-cooperativas/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+CooperativasDeCreditoNoBrasilENoMundo+%28Portal+do+Cooperativismo+Financeiro%29

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September 18, 2019

BC estabelece princípios básicos para a promoção da educação financeira

 

 

Com o objetivo de levar educação financeira à população brasileira de forma mais efetiva, o Banco Central divulgou, no dia 12/09, o Comunicado nº 34.201, que estabelece quatro princípios básicos para fomentar o engajamento das instituições financeiras (IFs) e demais instituições autorizadas a funcionar pelo BC na promoção do tema.

Os princípios são: valor para o cliente – levar a clientes ou usuários informações e ações úteis e relevantes para a sua vida financeira, inclusive sob a forma de concessão de incentivos; amplo alcance – garantir acesso às ações ao universo de seus clientes e usuários; adequação e personalização – disponibilizar conteúdo, linguagem, momento e canal mais adequados para as ações frente às características e às necessidades dos clientes e usuários e considerando o nível de complexidade e risco dos produtos e serviços financeiros; avaliação e aprimoramento – mensurar a efetividade das ações em face a seus objetivos, melhorando a abordagem utilizada a cada interação com os clientes e usuários.

“Acreditamos que as instituições financeiras são capazes de contribuir mais para o desenvolvimento de hábitos financeiros saudáveis por seus clientes e usuários, incluindo o adequado gerenciamento de seus recursos, o que está alinhado ao conceito de Cidadania Financeira”, explica o diretor de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta do BC, Mauricio Moura. Ele acrescenta que é importante que as IFs assumam essa responsabilidade, dadas as suas capacidades de comunicação, capilaridade e conhecimento dos clientes e usuários de seus produtos e serviços e, principalmente, por estarem junto ao cliente e usuário no momento em que ele está mais propenso a absorver educação financeira.

O BC trabalhará em conjunto com as instituições e as associações para que haja uma grande adesão a esses princípios, e que as ações comecem a ser executadas ainda neste ano. Com o documento, o resultado esperado é que sejam elaboradas ações e ferramentas efetivas e mensuráveis, de forma a permitir que o foco seja naquelas com melhores resultados.

“O acompanhamento das ações permitirá avaliação do BC quanto a possíveis medidas adicionais”, ressaltou o chefe do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira, Luis Mansur. Ele complementa que o comunicado tem papel direcionador para que o mercado atue em prol de um cliente com uma vida financeira mais sustentável e saudável. “Queremos estimular a criatividade, e que o mercado implemente suas soluções direcionando os esforços de educação financeira das instituições para formação de poupança, para o planejamento de orçamento e também para a compreensão e o uso consciente dos produtos e serviços financeiros”.

Tema estratégico
Dada a importância da Educação Financeira para a solidez e a eficiência do Sistema Financeiro Nacional (SFN), o tema tornou-se uma das quatro dimensões da agenda estratégica do BC, a Agenda BC#. A proposta apresentada pelo comunicado também está alinhada com outras iniciativas recentes do Banco Central que atingem o cidadão diretamente, como a Política de Relacionamento das instituições financeiras com seus clientes e usuários, e as Diretrizes para Políticas de Responsabilidade Socioambiental das instituições financeiras.

 

fonte: http://www.mundocoop.com.br/destaque/bc-estabelece-principios-basicos-para-a-promocao-da-educacao-financeira-pelas-instituicoes-financeiras.html

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