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February 17, 2020

Mercado financeiro reduz estimativa de inflação para 3,25% este ano

As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) reduziram a estimativa para a inflação este ano, pela sexta vez seguida. Desta vez, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país – caiu de 3,40% para 3,25%. A informação consta do boletim Focus, pesquisa semanal do BC, que traz as projeções de instituições para os principais indicadores econômicos.

Para 2021, a estimativa de inflação se mantém em 3,75%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,50% em 2022 e 2023.

A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4% em 2020. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%. O intervalo de tolerância para cada ano é 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, em 2020, por exemplo, o limite mínimo da meta de inflação é 2,5% e o máximo, 5,5%.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 4,25% ao ano. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic, pela quinta vez seguida, com corte de 0,25 ponto percentual. Para o mercado financeiro a Selic deve ser mantida no atual patamar até o final do ano. Em 2021, a expectativa é de aumento da taxa básica, encerrando o período em 6% ao ano. Para o final de 2022 e 2023, a previsão é 6,5% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já a manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 2,30% em 2020. As estimativas das instituições financeiras para os anos seguintes – 2021, 2022 e 2023 – permanecem 2,50%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 4,10 para o fim deste ano e subiu de R$ 4,05 para R$ 4,10, ao final de 2021.

fonte: http://www.mundocoop.com.br/credicoop/mercado-financeiro-reduz-estimativa-de-inflacao-para-325-este-ano.html

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October 2, 2020

Copom reduz taxa básica de juros de 4,5% para 4,25% ao ano

Com decisão, a Selic atinge nova mínima histórica. Redução já era esperada por analistas do mercado financeiro.

Pela quinta vez consecutiva, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (5) reduzir a taxa básica de juros, que passou de 4,5% para 4,25% ao ano.

Com a decisão desta quarta, a taxa Selic atinge uma nova mínima histórica. É o menor patamar desde 1999, quando o Brasil adotou o regime de metas para a inflação. O atual ciclo de queda da Selic se iniciou em julho do ano passado.

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Copom reduz taxa básica de juros de 4,5% para 4,25% ao ano

5 de fevereiro de 2020 Banco Central do Brasil 0

Com decisão, a Selic atinge nova mínima histórica. Redução já era esperada por analistas do mercado financeiro.

Pela quinta vez consecutiva, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (5) reduzir a taxa básica de juros, que passou de 4,5% para 4,25% ao ano.

Com a decisão desta quarta, a taxa Selic atinge uma nova mínima histórica. É o menor patamar desde 1999, quando o Brasil adotou o regime de metas para a inflação. O atual ciclo de queda da Selic se iniciou em julho do ano passado.

A medida já era esperada pelo mercado financeiro. Na semana passada, os analistas consultados pelo boletim Focus (pesquisa semanal do Banco Central) estimaram que a taxa Selic fosse reduzida para 4,25% a.a. e mantida assim ao longo do ano. A expectativa é que ela só volte a subir em 2021.

Em comunicado, o Copom indicou que deve interromper os cortes na taxa Selic.”O Copom entende que o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária. Considerando os efeitos defasados do ciclo de afrouxamento iniciado em julho de 2019, o Comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”, diz o texto.

“O Comitê enfatiza que seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação, com peso crescente para o ano-calendário de 2021”.

 

fonte: https://cooperativismodecredito.coop.br/2020/02/copom-reduz-taxa-basica-de-juros-de-45-para-425-ao-ano/

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January 27, 2020

Cooperativas de crédito crescem com taxas baixas e agências. Vale sair do banc

Cooperativas oferecem os mesmos produtos e serviços que os bancos, a taxas menores e com educação financeira, mas é preciso participar das assembleias

Enquanto as fintechs, startups de serviços financeiros, ganham força — e bota força nisso — um modelo antigo de instituição financeira, do início do século XX, vem conquistando espaço: as cooperativas de crédito. Essas entidades crescem oferecendo os mesmos produtos e serviços que os bancos, a taxas menores e com educação financeira.

As 925 cooperativas de crédito do país somavam R$ 137 bilhões em ativos totais em 2018, 18% mais que em 2017. Para se ter uma ideia, o sistema financeiro como um todo cresceu 7% no mesmo período.

A quantidade de cooperados atingiu 9,9 milhões em 2018, alta de 9% em relação a 2017. O número de empresas associadas cresceu 18%, enquanto o de pessoas físicas, 8%. O aumento do número de cooperados pessoas físicas foi maior que o crescimento estimado para a população, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados refletem a busca das entidades do setor por profissionalização, ganhos de escala e diversificação de produtos e serviços.

“O nome técnico ainda é cooperativa de crédito, mas hoje falamos em cooperativa financeira. Temos todos os produtos e serviços de um banco”, diz Francisco Reposse Junior, diretor de desenvolvimento e supervisão do Sicoob Confederação.

O Sicoob e o Sicredi são hoje os maiores sistemas de cooperativas do Brasil.
Cooperativas X Bancos

Apesar das cooperativas oferecerem os mesmos produtos e serviços que os bancos, essas instituições possuem algumas diferenças. Enquanto os bancos precisam dar lucro aos acionistas, as cooperativas distribuem resultado para os próprios cooperados. Ao abrir uma conta em uma cooperativa, você se torna um sócio dela.

“Somos um grande crowdfunding. Antigos de constituição, mas modernos de conceito”, diz Jaime Basso, presidente do Sicredi Vale do Piquiri, que atua em São Paulo, no ABC paulista e em parte do Paraná.

Na maioria das cooperativas do Brasil, qualquer um pode ser cooperado, independentemente da sua renda ou profissão. Para entrar, é preciso pagar um valor inicial, chamado de capital social, geralmente abaixo de R$ 50.

Se a cooperativa tiver resultado positivo, o dinheiro é distribuído aos cooperados uma vez por ano, proporcional ao valor das operações de cada um. Mas se tiver resultado negativo, o cooperado pode ter que arcar com eventuais perdas se o fundo de reserva for insuficiente para cobri-las.

Os associados podem votar em assembleias para tomar decisões sobre os rumos da cooperativa. A maioria delas investe na própria comunidade em que atua.

“Como sócio da cooperativa, você precisa participar e saber como a entidade está indo financeiramente para não ser pego de surpresa”, diz Myrian Lund, planejadora financeira certificada pela Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar) e especialista em cooperativas de crédito.
Taxas mais baixas

Uma das principais vantagens de ser um cooperado são as tarifas dos serviços financeiros menores e taxas de juros mais baixas. Em geral, nas linhas de crédito em que o risco é maior, como empréstimo pessoal e cartão de crédito, os juros são proporcionalmente menores do que quando comparados com os bancos.

Quando existe uma garantia associada, como acontece no empréstimo consignado ou no financiamento de veículos, por exemplo, as taxas de juros das cooperativas são similares às dos bancos.

A seguir, compare as taxas de juros médias por modalidade de crédito cobradas pelas maiores cooperativas de crédito em relação às taxas praticadas pelos bancos.
Mais agências e inclusão financeira

Diferente dos bancos, que reduziram a quantidade de agências, ou das fintechs, que já nasceram digitais, as cooperativas aumentaram sua presença por meio de unidades físicas próprias em 7% em 2018 em relação ao ano anterior. Relacionamento é palavra-chave no discurso dessas entidades.

Ele conta que as agências do Sicredi querem ser um ponto de referência para as pessoas buscarem educação financeira. Para isso, a cooperativa tem um programa de capacitação para que os gerentes aprendam a prestar consultoria financeira, em vez de apenas comercializar produtos e serviços.

O planejamento financeiro faz parte do DNA das cooperativas de crédito, segundo Myrian, da Planjear.

“Quem está interessado em planejar as finanças terá um atendimento melhor nas cooperativas de crédito do que nos bancos. Elas olham para você como um dono, não como um cliente”, explica a planejadora.

Além da educação financeira, as cooperativas também querem contribuir para a inclusão financeira dos 45 milhões de brasileiros fora do sistema bancário. Em 2018, 182 municípios brasileiros contavam apenas com o atendimento de cooperativas, todos com população abaixo de quinze mil habitantes.

O percentual de municípios atendidos pelas agências das cooperativas em 2018 alcançou quase 92% na região Sul e 58% na Sudeste. Por outro lado, as regiões Norte e Nordeste ainda apresentavam baixo nível de presença, de 24% e 11%, respectivamente, o que mostra que ainda há espaço para avançar.
Retomada da oferta de crédito

Segundo o Banco Central, a atuação das cooperativas de crédito contribuiu significativamente para a retomada da oferta de crédito no atual movimento de recuperação da economia.

“Os desafios para o segmento são grandes para os próximos períodos, considerando principalmente a retomada do crédito no setor bancário e o crescimento de outros segmentos, como as instituições de pagamento”, diz o BC no mais recente relatório sobre as cooperativas, publicado no final de 2018.

No entanto, a autoridade monetária pondera que as perspectivas são favoráveis para o setor (as cooperativas), visto que sua participação ainda menor que 3% no total de ativos do sistema financeiro.

De acordo com o BC, a eficiência operacional é uma das principais dificuldades a serem enfrentadas pelo segmento. Mas há boas oportunidades para melhora, seja por meio dos ganhos de escala, dos avanços tecnológicos ou dos esforços para conter a expansão das despesas.

fonte: http://www.mundocoop.com.br/destaque/cooperativas-de-credito-crescem-com-taxas-baixas-e-agencias-vale-sair-do-banco.html

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