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October 3, 2020

Cooperativas de crédito são alternativas a bancos, diz Antônio Eustáquio

As cooperativas de crédito têm atualmente 9,9 milhões de cooperados, de acordo com dados divulgados no ano passado pelo Banco Central. A participação no Sistema Financeiro Nacional ainda é relativamente pequena, com 2,69%. O presidente do Conselho de Administração do Sicoob Empresarial, Cooperativa Singular do sistema Sicoob, maior sistema financeiro cooperativo do país, Antônio Eustáquio de Oliveira, afirmou, nesta quinta-feira (5/3), que as cooperativas de crédito têm sido uma alternativa para pequenos e médios empresários. Segundo Antônio, elas têm muitas vantagens frente às instituições financeiras tradicionais, como o atendimento individualizado àqueles que pretendem investir em um negócio, com mais qualidade e menor preço. Os bancos, por sua vez, não teriam a mesma flexibilidade para com os clientes.

"Temos muitos municípios brasileiros que não têm uma instituição financeira, um banco, mas têm uma cooperativa de crédito. Isso fortalece a economia local, porque elas têm tem a flexibilidade de atender o cooperado naquilo que ele precisa. Já no sistema financeiro tradicional, nem sempre é assim. Nisso, a cooperativa atende com muita qualidade e eficiência a maioria da população dos municípios”, explicou ele em entrevista ao porgrama CB.Poder, uma parceria do Correio com a TV Brasília.

Eustáquio defendeu que o atendimento individualizado é o grande diferencial das cooperativas. Análises caso a caso fazem parte da rotina da cooperativa. Isso, segundo ele, ajuda o cooperado. "Nós falamos com o cooperado, visitamos sua empresa ou negócio, analisamos o projeto, ajudamos e fazemos orientações sobre que tipo de linha de crédito tomar. O objetivo é esse, o de ajudar", disse.

Mas o presidente assegurou que há critérios rigorosos a serem seguidos na concessão de crédito. "Se você nos procura, nós vamos entender o seu negócio, seu investimento. Mas não cedemos crédito sem qualquer critério. Porque ao mesmo tempo que isso pode ser bom, pode ser ruim para o empresário. Nós temos o cuidado de avaliar bem o projeto de cada cooperado
que se junta à cooperativa. Há uma cultura de conhecer primeiro e fazer negócio depois", explica o presidente.

Perguntado sobre o trabalho das cooperativas em educação financeira, Antônio pontuou que a ela é importante para que os empresários tomem decisões corretas e, por isso, já realizaram vários workshops por meio do Instituto Sicoob, criado em 2004. Antônio defendeu que os bancos não têm uma preocupação com as consequências de tomada de crédito equivocada por parte de clientes. "O instituto Sicoob está com esse objetivo de alcançar o máximo de esclarecimento com respeito à tomada de crédito, porque nem sempre a solução é o crédito. Ou talvez seja o tipo errado de crédito, com taxas de juros mais altas. Cada pessoa tem seu tipo de crédito necessário. Agora, o banco não. Ele quer oferecer o que tem taxa melhor para ele."

Mas ele assegura que o sistema cooperativista não quer tomar o espaço dos bancos. Segundo Antônio, a participação no sistema financeiro só não é maior por falta de informação, e o cooperativismo trabalha com nichos. "Eu vejo que há uma falta de informação. Falta ainda uma cultura do brasileiro de conhecer o cooperativismo. Na Europa e nos Estados Unidos, a economia está na maior parte na mão do corporativismo. No Brasil, nós estamos atingindo a ordem de 5% a 6%. O espaço é grande para crescer. Nós não queremos tomar espaço dos bancos. Estamos vivendo de nicho de mercado, onde iremos atender ao cooperado e às pessoas que não têm acesso a qualidade e eficiência do sistema financeiro."

Em números totais, o Sicoob conta hoje com mais de 4,6 milhões de cooperados e atua em todos os estados do Brasil. Os cooperados podem participar das decisões e recebem parte dos resultados financeiros. A constituição e funcionamento de cooperativas de crédito foi regulamentada em 2000 pelo Banco Central por meio da Resolução nº 2.771, que determina regras a serem seguidas no funcionamento de cooperativas.

fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2020/03/05/internas_economia,832363/cooperativas-de-credito-sao-alternativas-a-bancos-diz-antonio-eustaqu.shtml

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February 17, 2020

Mercado financeiro reduz estimativa de inflação para 3,25% este ano

As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) reduziram a estimativa para a inflação este ano, pela sexta vez seguida. Desta vez, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país – caiu de 3,40% para 3,25%. A informação consta do boletim Focus, pesquisa semanal do BC, que traz as projeções de instituições para os principais indicadores econômicos.

Para 2021, a estimativa de inflação se mantém em 3,75%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,50% em 2022 e 2023.

A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4% em 2020. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%. O intervalo de tolerância para cada ano é 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, em 2020, por exemplo, o limite mínimo da meta de inflação é 2,5% e o máximo, 5,5%.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 4,25% ao ano. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic, pela quinta vez seguida, com corte de 0,25 ponto percentual. Para o mercado financeiro a Selic deve ser mantida no atual patamar até o final do ano. Em 2021, a expectativa é de aumento da taxa básica, encerrando o período em 6% ao ano. Para o final de 2022 e 2023, a previsão é 6,5% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já a manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 2,30% em 2020. As estimativas das instituições financeiras para os anos seguintes – 2021, 2022 e 2023 – permanecem 2,50%.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 4,10 para o fim deste ano e subiu de R$ 4,05 para R$ 4,10, ao final de 2021.

fonte: http://www.mundocoop.com.br/credicoop/mercado-financeiro-reduz-estimativa-de-inflacao-para-325-este-ano.html

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