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October 2, 2020

Copom reduz taxa básica de juros de 4,5% para 4,25% ao ano

Com decisão, a Selic atinge nova mínima histórica. Redução já era esperada por analistas do mercado financeiro.

Pela quinta vez consecutiva, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (5) reduzir a taxa básica de juros, que passou de 4,5% para 4,25% ao ano.

Com a decisão desta quarta, a taxa Selic atinge uma nova mínima histórica. É o menor patamar desde 1999, quando o Brasil adotou o regime de metas para a inflação. O atual ciclo de queda da Selic se iniciou em julho do ano passado.

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Copom reduz taxa básica de juros de 4,5% para 4,25% ao ano

5 de fevereiro de 2020 Banco Central do Brasil 0

Com decisão, a Selic atinge nova mínima histórica. Redução já era esperada por analistas do mercado financeiro.

Pela quinta vez consecutiva, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (5) reduzir a taxa básica de juros, que passou de 4,5% para 4,25% ao ano.

Com a decisão desta quarta, a taxa Selic atinge uma nova mínima histórica. É o menor patamar desde 1999, quando o Brasil adotou o regime de metas para a inflação. O atual ciclo de queda da Selic se iniciou em julho do ano passado.

A medida já era esperada pelo mercado financeiro. Na semana passada, os analistas consultados pelo boletim Focus (pesquisa semanal do Banco Central) estimaram que a taxa Selic fosse reduzida para 4,25% a.a. e mantida assim ao longo do ano. A expectativa é que ela só volte a subir em 2021.

Em comunicado, o Copom indicou que deve interromper os cortes na taxa Selic.”O Copom entende que o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária. Considerando os efeitos defasados do ciclo de afrouxamento iniciado em julho de 2019, o Comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”, diz o texto.

“O Comitê enfatiza que seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação, com peso crescente para o ano-calendário de 2021”.

 

fonte: https://cooperativismodecredito.coop.br/2020/02/copom-reduz-taxa-basica-de-juros-de-45-para-425-ao-ano/

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January 27, 2020

Cooperativas de crédito crescem com taxas baixas e agências. Vale sair do banc

Cooperativas oferecem os mesmos produtos e serviços que os bancos, a taxas menores e com educação financeira, mas é preciso participar das assembleias

Enquanto as fintechs, startups de serviços financeiros, ganham força — e bota força nisso — um modelo antigo de instituição financeira, do início do século XX, vem conquistando espaço: as cooperativas de crédito. Essas entidades crescem oferecendo os mesmos produtos e serviços que os bancos, a taxas menores e com educação financeira.

As 925 cooperativas de crédito do país somavam R$ 137 bilhões em ativos totais em 2018, 18% mais que em 2017. Para se ter uma ideia, o sistema financeiro como um todo cresceu 7% no mesmo período.

A quantidade de cooperados atingiu 9,9 milhões em 2018, alta de 9% em relação a 2017. O número de empresas associadas cresceu 18%, enquanto o de pessoas físicas, 8%. O aumento do número de cooperados pessoas físicas foi maior que o crescimento estimado para a população, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados refletem a busca das entidades do setor por profissionalização, ganhos de escala e diversificação de produtos e serviços.

“O nome técnico ainda é cooperativa de crédito, mas hoje falamos em cooperativa financeira. Temos todos os produtos e serviços de um banco”, diz Francisco Reposse Junior, diretor de desenvolvimento e supervisão do Sicoob Confederação.

O Sicoob e o Sicredi são hoje os maiores sistemas de cooperativas do Brasil.
Cooperativas X Bancos

Apesar das cooperativas oferecerem os mesmos produtos e serviços que os bancos, essas instituições possuem algumas diferenças. Enquanto os bancos precisam dar lucro aos acionistas, as cooperativas distribuem resultado para os próprios cooperados. Ao abrir uma conta em uma cooperativa, você se torna um sócio dela.

“Somos um grande crowdfunding. Antigos de constituição, mas modernos de conceito”, diz Jaime Basso, presidente do Sicredi Vale do Piquiri, que atua em São Paulo, no ABC paulista e em parte do Paraná.

Na maioria das cooperativas do Brasil, qualquer um pode ser cooperado, independentemente da sua renda ou profissão. Para entrar, é preciso pagar um valor inicial, chamado de capital social, geralmente abaixo de R$ 50.

Se a cooperativa tiver resultado positivo, o dinheiro é distribuído aos cooperados uma vez por ano, proporcional ao valor das operações de cada um. Mas se tiver resultado negativo, o cooperado pode ter que arcar com eventuais perdas se o fundo de reserva for insuficiente para cobri-las.

Os associados podem votar em assembleias para tomar decisões sobre os rumos da cooperativa. A maioria delas investe na própria comunidade em que atua.

“Como sócio da cooperativa, você precisa participar e saber como a entidade está indo financeiramente para não ser pego de surpresa”, diz Myrian Lund, planejadora financeira certificada pela Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar) e especialista em cooperativas de crédito.
Taxas mais baixas

Uma das principais vantagens de ser um cooperado são as tarifas dos serviços financeiros menores e taxas de juros mais baixas. Em geral, nas linhas de crédito em que o risco é maior, como empréstimo pessoal e cartão de crédito, os juros são proporcionalmente menores do que quando comparados com os bancos.

Quando existe uma garantia associada, como acontece no empréstimo consignado ou no financiamento de veículos, por exemplo, as taxas de juros das cooperativas são similares às dos bancos.

A seguir, compare as taxas de juros médias por modalidade de crédito cobradas pelas maiores cooperativas de crédito em relação às taxas praticadas pelos bancos.
Mais agências e inclusão financeira

Diferente dos bancos, que reduziram a quantidade de agências, ou das fintechs, que já nasceram digitais, as cooperativas aumentaram sua presença por meio de unidades físicas próprias em 7% em 2018 em relação ao ano anterior. Relacionamento é palavra-chave no discurso dessas entidades.

Ele conta que as agências do Sicredi querem ser um ponto de referência para as pessoas buscarem educação financeira. Para isso, a cooperativa tem um programa de capacitação para que os gerentes aprendam a prestar consultoria financeira, em vez de apenas comercializar produtos e serviços.

O planejamento financeiro faz parte do DNA das cooperativas de crédito, segundo Myrian, da Planjear.

“Quem está interessado em planejar as finanças terá um atendimento melhor nas cooperativas de crédito do que nos bancos. Elas olham para você como um dono, não como um cliente”, explica a planejadora.

Além da educação financeira, as cooperativas também querem contribuir para a inclusão financeira dos 45 milhões de brasileiros fora do sistema bancário. Em 2018, 182 municípios brasileiros contavam apenas com o atendimento de cooperativas, todos com população abaixo de quinze mil habitantes.

O percentual de municípios atendidos pelas agências das cooperativas em 2018 alcançou quase 92% na região Sul e 58% na Sudeste. Por outro lado, as regiões Norte e Nordeste ainda apresentavam baixo nível de presença, de 24% e 11%, respectivamente, o que mostra que ainda há espaço para avançar.
Retomada da oferta de crédito

Segundo o Banco Central, a atuação das cooperativas de crédito contribuiu significativamente para a retomada da oferta de crédito no atual movimento de recuperação da economia.

“Os desafios para o segmento são grandes para os próximos períodos, considerando principalmente a retomada do crédito no setor bancário e o crescimento de outros segmentos, como as instituições de pagamento”, diz o BC no mais recente relatório sobre as cooperativas, publicado no final de 2018.

No entanto, a autoridade monetária pondera que as perspectivas são favoráveis para o setor (as cooperativas), visto que sua participação ainda menor que 3% no total de ativos do sistema financeiro.

De acordo com o BC, a eficiência operacional é uma das principais dificuldades a serem enfrentadas pelo segmento. Mas há boas oportunidades para melhora, seja por meio dos ganhos de escala, dos avanços tecnológicos ou dos esforços para conter a expansão das despesas.

fonte: http://www.mundocoop.com.br/destaque/cooperativas-de-credito-crescem-com-taxas-baixas-e-agencias-vale-sair-do-banco.html

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January 20, 2020

Você sabe a diferença entre uma cooperativa de crédito e um banco?

Qual é a importância e o diferencial de uma cooperativa?

Além de representar um sistema que estimula o desenvolvimento social e econômico de toda a comunidade, oferece linhas de crédito acessíveis a empreendedores e trabalhadores e ainda uma espécie de divisão de resultados entre todos os cooperados, um propósito diferente dos bancos tradicionais.

Para entender melhor como é o funcionamento desse tipo de instituição confira abaixo, com Vanildo Leoni, diretor executivo da Viacredi, cinco vantagens em se associar a uma cooperativa de crédito.

1. Retorno das sobras entre os cooperados

As cooperativas são instituições sem fins lucrativos, o que significa que todas as receitas obtidas são utilizadas para o pagamento dos custos relacionados a estrutura e funcionários. “O que sobra desse valor retorna para os cooperados no fim do ano, de acordo com as movimentações de cada um. Quanto mais serviços utilizados maior será essa participação. Na prática, todos são sócios da cooperativa. Na Viacredi, R$ 118 milhões retornarão aos cooperados, como resultado do ano de 2019”, explica Vanildo. Essa é uma maneira de fazer com que o dinheiro retorne e continue a ser investido na comunidade. Na empresa, além do retorno das sobras, os cooperados também participam de votações e de importantes questões referentes à cooperativa, como foi o caso da expansão para o Paraná.

2. Taxas especiais e linhas de crédito atrativas

As cooperativas conseguem oferecer para o público linhas de crédito com taxas de juros abaixo da média de mercado, que colaboram para a realização dos sonhos de cada cooperado e também para o desenvolvimento de micro e pequenos negócios, por exemplo. “Procuramos entender cada empreendedor para oferecer as melhores opções. É uma opção para pessoas que não conseguem taxas especiais e linhas de crédito em outras instituições financeiras”, afirma Vanildo. Cooperativas de crédito, como a Viacredi, oferecem diversas oportunidades de investimentos, previdência, cartões, seguros, consórcios, emissão de boletos, folha de pagamento, entre outros serviços, e seus cooperados não pagam taxa de manutenção de conta, por exemplo.

3. Educação financeira

As cooperativas buscam oferecer as melhores opções para seus associados e para isso também realizam investimentos em educação financeira, com cursos, palestras e treinamentos presenciais e à distância sobre o assunto. A Viacredi, através do PROGRID – Programa de Integração e Desenvolvimento de Cooperados e Comunidade – oferece cursos, palestras, teatros e encontros de negócios de maneira gratuita, além de uma plataforma online com cursos de inglês, Excel, ferramentas Adobe, gestão, ética, administração, inovação, entre outros assuntos de desenvolvimento pessoal e profissional. Além disso, também há um trabalho com as escolas para levar educação financeira a crianças e adolescentes, eventos culturais, além de outros programas sociais e educacionais.

4. Proximidade com a comunidade

O trabalho das cooperativas de crédito colabora de maneira especial para o desenvolvimento de comunidades e bairros específicos, uma vez que o dinheiro investido retorna à comunidade e sua economia local, seja por meio do investimento das sobras ou da realização de atividades educacionais, mas principalmente pelo estímulo à geração de negócios, empregos e renda. “A Viacredi oferece incentivo para que os empreendedores participem de feiras de negócios, apoia iniciativas de desenvolvimento e oferece aos cooperados as orientações de consultores de negócios. Essa é a chamada economia colaborativa, em que o cooperado, a cooperativa e toda a comunidade se ajudam e crescem juntos”, ressalta.

5. Atendimento personalizado

Pela proximidade com a comunidade, essas instituições financeiras oferecem um atendimento mais personalizado e próximo à população. O objetivo é especialmente entender as necessidades e quais os serviços e produtos mais adequados a cada pessoa. Além dos postos de atendimento presenciais, os cooperados da Viacredi também podem contar com canais digitais como o aplicativo, conta online, caixas eletrônicos e redes sociais.

 

fonte: https://cooperativismodecredito.coop.br/2020/01/voce-sabe-a-diferenca-entre-uma-cooperativa-de-credito-e-um-banco-confira-cinco-vantagens-de-ser-um-cooperado-por-vanildo-leoni/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+CooperativasDeCreditoNoBrasilENoMundo+%28Portal+do+Cooperativismo+Financeiro%29

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January 14, 2020

Cooperativismo financeiro e desafios da nova década, por Ênio Meinen

A presença do cooperativismo financeiro em nosso país acaba de alcançar 117 anos (28/12/2019).

Como narra a história oficial, o movimento, dada até mesmo a ousadia da iniciativa e o seu grau de complexidade para a época, já iniciou com muita dificuldade no limiar do Século XX, mas não demorou a decolar entre nós. Depois de longo período de progresso, contudo, entre os anos de 1960 e meados de 1980 passou por grave adversidade, vinculada a problemas de gestão e desestímulo institucional. Mas, tal como no princípio, o setor soube buscar a superação e reinventar-se, logrando desenvolver-se ininterruptamente de lá para cá.

A nova década, por sua vez, inaugurada com os primeiros dias do ano em curso, torna mais visíveis e recomenda a pronta implementação de alguns desafios pré-existentes, bem como descortina outros decorrentes da revolução em andamento no mercado financeiro e entorno.

A inadiável racionalização da estrutura intrassistêmica, sobretudo por meio da consolidação do número de cooperativas de 1º e segundo níveis, reavaliação e verticalização de componentes organizacionais e revisitação do número de dirigentes, deve ser acompanhada de ações concretas de cooperação intersistêmica. Com isso, reduzir-se-ão desperdícios do lado das despesas de custeio e de investimento, influenciando positivamente a variável redutora da eficiência operacional.

A boa notícia é que essas providências dependem unicamente do próprio segmento.

Do lado das receitas (variável potencializadora da eficiência), o foco continua sendo a escala das operações e do público assistido, que, ademais, levam à mitigação dos riscos do relacionamento concentrado. As condições externas, todavia, mudaram, passando a contemplar um conjunto de novos ingredientes.

Com efeito, estamos diante de mudanças relevantes no modo de fazer e de operar, e teremos de buscar nossos objetivos convivendo com mais e mais entrantes (concorrentes) heterodoxos e competidores convencionais em transformação. Ao mesmo tempo, precisamos reeducar-nos em face do novo patamar de juros e spreads, que impõe drásticos impactos nos resultados decorrentes de operações de intermediação financeira, além de exigir ajustes no portfólio de investimentos para atender às exigências dos investidores (vide artigo “Sobre taxa de juros, eficiência operacional e competitividade”, em www.cooperativismodecredito.coop.br – 6/10/2019).

Como se não bastasse, serão intensificadas as chamadas plataformas multiprodutos e multi-instituições, também conhecidas como marketplaces (ou shopping centers virtuais), em cujos ambientes todos ofertarão produtos de todos.

Associado ao fenômeno da “plataformização”, emerge também o open banking, que é de longe a mais transformadora de todas as inovações. Com a transparência absoluta dos modelos operacionais, o usuário (cliente ou cooperado), agora dono efetivo dos seus dados, poderá eleger com segurança as melhores soluções do mercado, estimulando verdadeiramente a competitividade entre os vários provedores de produtos e serviços financeiros (bancos, cooperativas, fintechs e outros).

Todas essas iniciativas, ao lado de muitas outras, notadamente concernentes ao processo de evolução tecnológica (a exemplo da implementação do disruptivo ecossistema de pagamentos instantâneos, prevista para novembro de 2020), contam com amplo incentivo do Banco Central do Brasil, ancoradas que estão na Agenda BC#, cujo núcleo aponta para a democratização financeira no Brasil.

Eis, portanto, alguns dos desafios cuja companhia nos será inevitável doravante. Com o aprendizado de outrora, e sem descuidar do que nos torna exclusivos, saberemos ser resilientes acompanhando a marcha do tempo.

 

Fonte: https://cooperativismodecredito.coop.br/2020/01/cooperativismo-financeiro-e-desafios-da-nova-decada-por-enio-meinen/

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