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August 3, 2021

As mulheres no cooperativismo Leia mais: As mulheres no cooperativismo

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A diversidade de gênero nas empresas e cooperativas é fundamental. E, justamente por isso, precisamos refletir sobre o espaço das mulheres em todos os níveis hierárquicos no ambiente de trabalho, que deve ser o mais amplo possível em prol não apenas do desenvolvimento coletivo, mas também da equidade social.

Nesse sentido, novamente destacamos o contexto cooperativista em prol da representatividade cada vez maior em relação ao universo feminino. Nosso modelo de negócio é orientado por valores e princípios que visam à construção de um mundo mais justo, equilibrado e com melhores oportunidades para todos, fomentando, por consequência, a participação feminina nas cooperativas, que se torna maior, mais efetiva e positiva ano após ano.

Os Sistemas OCB e Ocemg registram em seus levantamentos anuais participação expressiva do público feminino, seja nos quadros social ou funcional. Em 2019, segundo análise do Anuário do Cooperativismo Brasileiro, as mulheres representavam 38% dos mais de 15 milhões de cooperados brasileiros. Ao analisarmos a distribuição por gênero nos sete ramos do cooperativismo, a presença feminina destaca-se nos segmentos do Consumo e da Saúde, nos quais elas já somam mais da metade dos cooperados: 51%.

Quanto à distribuição dos empregados nas cooperativas, a força de trabalho feminina representava, em 2019, 35% do total de 332.066 funcionários das cooperativas. Em nosso País, em três dos sete ramos do cooperativismo, o percentual de mulheres empregadas supera o dos homens: Consumo (53%), Saúde (64%) e Trabalho, Produção de Bens e Serviços (55%).

No segmento mineiro, a presença feminina também tem crescido significativamente nos últimos cinco anos, tanto em quantidade de cooperadas quanto na força de trabalho. O número de mulheres no quadro social subiu de 20,5% em 2015, para 30,9% em 2019.

Já o percentual de mulheres empregadas nas cooperativas superou o de homens, passando de 49% em 2015 para 51,2% em 2019, conforme dados apresentados na edição mais recente do Anuário de Informações Econômicas e Sociais do Cooperativismo Mineiro. Vale ressaltar ainda a necessidade de evoluir nesse cenário, visto que nas diretorias das cooperativas de Minas Gerais, o crescimento foi pequeno, passando de 14,4% para 14,8% nos últimos cinco anos.

Valorizamos os avanços já conquistados quanto à representatividade feminina nas cooperativas, cientes de que ainda temos potencial para ampliar e muito a presença das mulheres para tornar as organizações ainda mais eficientes e igualitárias.

Além disso, promover a igualdade de gênero está entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas em 2015. E o Sistema Ocemg, como signatário do Pacto Global, ressalta seu compromisso em reforçar, nas suas práticas de negócio, o empoderamento das mulheres como um de seus valores fundamentais.

Fonte: https://diariodocomercio.com.br/opiniao/as-mulheres-no-cooperativismo
 

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February 25, 2021

Conheça as tentativas de fraudes e golpes financeiros mais comuns com o Pix

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Conheça as tentativas de fraudes e golpes financeiros mais comuns com o Pix e saiba como evitá-los

 

FEBRABAN, bancos e parceiros promovem até sexta-feira (26) a 1ª edição da Semana da Segurança Digital de 2021 com o objetivo de alertar o consumidor para o uso seguro da internet e dos canais digitais.

A FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos e 30 bancos intensificam até sexta-feira (26) suas ações de comunicação para contribuir com o uso seguro da internet e dos canais digitais contra golpes e fraudes no ambiente digital. A ação faz parte da 1ª edição da Semana da Segurança Digital de 2021, que começou na última segunda-feira (22), e orienta a população a se prevenir de fraudes, que geram prejuízos financeiros e dão muita dor de cabeça ao consumidor.

Neste ano, os participantes, que incluem parceiros como o Banco Central, associações, empresas e as polícias Civil e Federal, estão divulgando dicas de como se prevenir dos principais golpes e fraudes digitais que dão dor de cabeça aos consumidores, entre eles, golpes que envolvem o Pix, o novo sistema de pagamento instantâneo, que permite pagamentos e transferências de dinheiro durante 24 horas por dia, 7 dias por semana, em até 10 segundos.

As tentativas de golpe registradas com o Pix e relatadas por instituições financeiras foram identificadas como ataques de phishing, que usam técnicas de engenharia social, que consistem em enganar o indivíduo para que ele forneça informações confidenciais, como senhas e números de cartões. Com a pandemia do novo coronavírus, criminosos estão aproveitando o maior tempo online das pessoas e o aumento das transações digitais devido ao isolamento social para aplicar golpes financeiros.

Conheça a seguir os principais golpes envolvendo o Pix e saiba como se prevenir

Golpe da clonagem do Whatsapp

Entre os meios usados pelos bandidos está o Whatsapp. Os criminosos enviam uma mensagem pelo aplicativo fingindo ser de empresas em que a vítima tem cadastro. Eles solicitam o código de segurança, que já foi enviado por SMS pelo aplicativo, afirmando se tratar de uma atualização, manutenção ou confirmação de cadastro.

Com o código, os bandidos conseguem replicar a conta de WhatsApp em outro celular. A partir daí, os criminosos enviam mensagens para os contatos da pessoa, fazendo-se passar por ela, pedindo dinheiro emprestado por transferência via Pix.

Uma medida simples para evitar que o WhatsApp seja clonado é habilitar, no aplicativo, a opção “Verificação em duas etapas” Configurações/Ajustes > Conta > Verificação em duas etapas. Desta forma, é possível cadastrar uma senha que será solicitada periodicamente pelo app. Essa senha não deve ser enviada para outras pessoas ou digitadas em links recebidos.

Golpe de engenharia social com Whatsapp

Em outra fraude que usa o Whatsapp, o criminoso escolhe uma vítima, pega sua foto em redes sociais, e, de alguma forma, consegue descobrir números de celulares de contatos da pessoa. Com um novo número de celular, manda mensagem para amigos e familiares da vítima, alegando que teve de trocar de número devido a algum problema, como, por exemplo, um assalto. A partir daí, pede uma transferência via Pix, dizendo estar em alguma situação de emergência.

Nesta fraude, o bandido nem precisa clonar o whatsapp da pessoa, e usa a estratégia de pegar dados pessoais da vítima e de seus contatos. A FEBRABAN alerta que é preciso ter muito cuidado com a exposição de dados em redes sociais, como, por exemplo, em sorteios e promoções que pedem o número de telefone do usuário.
Ao receber uma mensagem de algum contato com um número novo, é preciso certificar-se que a pessoa realmente mudou seu número de telefone. O cliente sempre deve suspeitar quando recebe uma mensagem de algum contato que solicita dinheiro de forma urgente. Não faça o Pix ou qualquer tipo de transferência até falar com a pessoa que está solicitando o dinheiro.

Golpe do falso funcionário de banco e das falsas centrais telefônicas

Outros golpes praticados são os do falso funcionário e falsas centrais telefônica de instituições financeiras. O fraudador entra em contato com a vítima se passando por um falso funcionário do banco ou empresa com a qual o cliente tem um relacionamento ativo. O criminoso oferece ajuda para que o cliente cadastre a chave Pix, ou ainda diz que o usuário precisa fazer um teste com o sistema de pagamentos instantâneos para regularizar seu cadastro, e o induz a fazer uma transferência bancária.

É importante ressaltar que os dados pessoais do cliente jamais são solicitados ativamente pelas instituições financeiras, tampouco funcionários de bancos ligam para clientes para fazer testes com o Pix. Na dúvida, sempre procure seu banco para obter esclarecimentos.

Golpe do bug do Pix

Outra ação criminosa que está sendo praticada por quadrilhas e que envolvem o Pix é o golpe do “bug” (falha que ocorre ao executar algum sistema eletrônico). Mensagens e vídeos disseminados pelas redes sociais por bandidos afirmam que, graças a um “bug” no Pix, é possível ganhar o dobro do valor que foi transferido para chaves aleatórias. Entretanto, ao fazer este processo, o cliente está enviando dinheiro para golpistas.

Os canais oficiais do Banco Central já alertaram que não há qualquer “bug” no Pix. A FEBRABAN ressalta que o cliente sempre deve desconfiar de mensagens que prometem dinheiro fácil e que chegam pelas redes sociais ou e-mail.

Segurança

De acordo com Adriano Volpini, diretor da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da FEBRABAN, os bancos estão usando toda sua expertise com todos os sistemas de pagamentos agora para o Pix. Para isso contam com as melhores tecnologias e o que há de mais moderno em relação à segurança cibernética e prevenção a fraudes.

Volpini afirma que os cuidados que o cliente deverá ter na hora de fazer uma transação através do PIX deverão ser os mesmos que adota ao fazer qualquer transação financeira. “Sempre é necessário checar os dados do recebedor da transação Pix (pagamento ou transferência), seja para uma pessoa ou um estabelecimento comercial”, afirma.

O cadastramento das chaves Pix também deve ser feito diretamente nos canais oficiais das instituições financeiras, como o aplicativo bancário, internet banking, agências ou através de contato feito pelo cliente à central de atendimento. “O consumidor não deve clicar em links recebidos por e-mails, pelo WhatsApp, redes sociais e por mensagens de SMS, que direcionam o usuário a um suposto cadastro da chave do Pix”, diz.

Sobre a Semana de Segurança Digital

A Semana da Segurança Digital está em sua terceira edição, e o setor bancário se alinha mais uma vez a ações similares desenvolvidas tanto Estados Unidos desde 2003, como na Europa, desde 2012, e que envolvem vários setores da economia.

Até sexta-feira (26), os participantes divulgarão dicas de como se prevenir dos principais golpes e fraudes digitais. Cada participante desenvolverá livremente suas ações de conscientização para seus clientes.

Para saber mais sobre os participantes e outras dicas de prevenção a fraudes e golpes no mundo digital, clique em:
https://portal.febraban.org.br/noticia/3599/pt-br/

 

 

fonte: https://cooperativismodecredito.coop.br/2021/02/conheca-as-tentativas-de-fraudes-e-golpes-financeiros-mais-comuns-com-o-pix-e-saiba-como-evita-los/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+CooperativasDeCreditoNoBrasilENoMundo+%28Portal+do+Cooperativismo+Financeiro%29

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November 2, 2021

Cooperativas são ainda mais importantes em tempos difíceis

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Muito foi comentado quanto aos impactos desastrosos da pandemia da covid-19 sobre toda a economia, e como a crise sanitária fez com que o mundo buscasse reinventar novas formas de organização, sobretudo no trabalho. Adaptação, embora seja uma capacidade inata ao ser humano, foi uma habilidade exigida de todos nós, em grandes doses, ao longo de 2020.

Destaco, nesse contexto, o importante papel de um segmento que surgiu com força no Brasil, na década de 1990, mas ainda é visto com um certo ar de novidade: o cooperativismo. O modelo cooperativista, desde sempre, nos ensinou o que é trabalhar em rede, de modo colaborativo e sustentável, somando forças para alcançar um resultado que seja bom para todos. Uma visão de negócio, trabalho e sociedade que não pode ser desprezada, em especial neste momento em que precisamos fazer com que a economia volte a girar, para ter emprego e renda.

No setor agrícola, sua importância ganha ainda maior dimensão. De acordo com dados do Censo Agropecuário do IBGE, de 2017, 48% de tudo que é produzido no campo passa, de alguma forma, por uma cooperativa. Além disso, o agronegócio, se não salvou, ajudou, e muito, para reduzir o tombo da economia brasileira em 2020. E promete ser o motor de recuperação econômica nos próximos anos.

As cooperativas, certamente, poderão continuar colaborando muito com o desenvolvimento local das cidades, com a agricultura, a pecuária, a piscicultura e outros segmentos econômicos. E não estamos falando apenas das cooperativas agropecuárias. As cooperativas de crédito são para o produtor rural importantes canais de incentivos para aquisição de maquinário e, principalmente, com a oferta de serviços de tecnologia. Aliás, essas cooperativas têm exercido um papel crucial na inclusão do campo, na era digital, disponibilizando aos produtores serviços tecnológicos de ponta, como mapeamentos digitais que eles não teriam condições de adquirir por outra via, além de cursos técnicos de excelência em agronegócio, que colocam o pequeno e médio produtor em contato com práticas inovadoras e mais eficientes.

Pelo que oferecem, não há dúvidas de que as cooperativas têm espaço garantido — e relevante — em especial neste momento difícil da economia, oferecendo serviços a um custo bem mais baixo à sociedade. Sem falar no enorme potencial inexplorado nesse setor no Brasil, quando comparado a países europeus nos quais o cooperativismo é muito mais forte.

O último Censo Global do Cooperativismo, realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), apontou a existência de mais de 2,6 milhões de cooperativas em todo o mundo, somando mais de 1 bilhão de membros e clientes, gerando acima de 12,6 milhões de postos de trabalho. A França é o país com maior número de cooperados e, de acordo com a edição de 2016 do Observatório Mundial das Cooperativas, lá estão as três maiores cooperativas mundiais.

No Brasil, segundo dados da Organização das Cooperativas Brasileiras, o retorno gerado à sociedade, em 2018, chegou a R$ 16 bilhões. Entre 2011 e 2018, o número de pessoas que se uniram a esse tipo de iniciativa cresceu 62%, causando um incremento de 43% na criação de empregos, de acordo com dados do anuário do cooperativismo 2019.

Não são números tímidos, mas ainda há muito que explorar no vasto campo das cooperativas, que não está apenas no setor agrícola e financeiro, mas também na indústria, habitação, saúde, dentre outros.

Quanto às cooperativas de crédito, novas possibilidades surgem com um projeto de modernização da Lei Complementar 130, aprovada em 2009. O projeto visa garantir condições mais favoráveis para que elas possam ampliar seu alcance de atuação e enfrentar a atualidade econômica do setor. O próprio Banco Central sinalizou que pretende flexibilizar as regras do segmento para dobrar a participação de cooperativas de crédito no sistema financeiro até 2022. Hoje, o segmento representa cerca de 10% do setor e a meta é que a fatia chegue a 20%.

Recentemente, outras duas resoluções também trouxeram boas novas para o setor. A sanção da Lei nº 14.109/2020, que facilitará a conectividade no campo, e a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei Complementar 146/19, que institui o Marco Legal das Startups.

A primeira libera recursos represados do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para serem utilizados como linhas de crédito, investimentos estatais ou garantia para projetos do setor e inclui as cooperativas na permissão de utilização desses recursos. As próprias cooperativas de infraestrutura poderão oferecer os serviços de assistência técnica, levando a Internet às cooperativas agrícolas e às propriedades rurais.

O Marco Legal das Startups, como teve as cooperativas incluídas em seu artigo 4º, tem potencial de desburocratizar o setor, criando incentivos como regime tributário simplificado e linhas de crédito específicas, o que é essencial para atrair cada vez mais cooperados. Como se vê, são boas as perspectivas para o cooperativismo, em 2021, o que nos dá algum alento, sobretudo na fase pós-pandemia que se desenha com a chegada da vacinação. As cooperativas darão um suporte essencial em suas respectivas comunidades, permitindo que seus trabalhadores prestem serviços e tenham melhores condições de competitividade. Muito além disso, oferecendo à sociedade produtos de qualidade a preço justo.

fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2021/02/4905183-cooperativas-sao-ainda-mais-importantes-em-tempos-dificeis.html