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January 7, 2019

Ação do BC quer elevar fatia de cooperativas no crédito de 8% para 20%

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, lançou nesta terça-feira o programa “Desafios 2022”, com uma série de metas para o setor de crédito cooperativo. A principal delas é elevar de 8% para 20% a participação das cooperativas no crédito concedido no Sistema Financeiro Nacional (SFN).O projeto também prevê elevar de 24% para 40% o crédito tomado pelos cooperados no próprio Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SCNN).

A iniciativa foi apresentada em evento promovido pela Organização das Cooperativas Brasileiras, em Brasília. Campos afirmou que o BC vai propor aprimoramentos na Lei Complementar 130, que trata do crédito cooperativo, mas não deu mais detalhes. “Juntos, no melhor espírito cooperativista, acreditamos ter sucesso nessa empreitada já ao longo do segundo semestre deste ano”, comentou, segundo apresentação publicada no site do BC.

Outra meta do “Desafios 2022” é aumentar a presença das cooperativas nas regiões Norte e Nordeste, ampliando a cobertura de 13% para 25% dos municípios. Além disso, o programa quer aumentar a participação de cooperados de faixas de renda mais baixas. O objetivo é passar de um terço para metade o número de cooperados que ganham até dez salários mínimos; e de 26% para 35% a participação do crédito concedido a esse grupo.

Campos também citou outras iniciativas, como permissão para empréstimo sindicalizado, incentivo ao DI cooperativo, uso de recursos de fundos constitucionais, possibilidade de “intervenção” de centrais e confederações, realização de assembleias por meios digitais e ampliação da atuação do FGCoop.

“As cooperativas são uma atividade muito importante na nossa agenda. O BC já vem trabalhando com as cooperativas, mas temos mais ações pela frente. […] Hoje as cooperativas de crédito não perdem em nada em tecnologia para outras instituições”, comentou.

Campos apontou ainda que um dos problemas do spread alto é a assimetria de informação, e que o modelo de negócio das cooperativas colabora para diminuir isso.

Ele lembrou que o número de cooperados aumentou nos últimos anos e superou 10 milhões em 2018, com mais de 5,4 mil pontos de atendimento.

A iniciativa foi apresentada em evento promovido pela Organização das Cooperativas Brasileiras, em Brasília. Campos afirmou que o BC vai propor aprimoramentos na Lei Complementar 130, que trata do crédito cooperativo, mas não deu mais detalhes. “Juntos, no melhor espírito cooperativista, acreditamos ter sucesso nessa empreitada já ao longo do segundo semestre deste ano”, comentou, segundo apresentação publicada no site do BC.

Desafio
O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, disse que os desafios são enormes, mas que nessa tarefa de contribuir com o Banco Central, contará com a participação de cada cooperativa, dirigente ou cooperado do país. “É a oportunidade de nos tornarmos uma expressão cada vez maior na economia do país e de mostrarmos o nosso trabalho. Aquilo que fazemos de melhor: cuidar do nosso cooperado”.

Segundo Márcio Freitas, o cooperativismo é ideal para incluir mais brasileiros no Sistema Financeiro Nacional (SFN), por isso, é uma das estratégias do Banco. De acordo com o IBGE, ainda há cerca de 60 milhões de pessoas ‘desbancarizadas’ no país, ou seja, cerca de ¼ da população ainda é considerada “sem-instituição financeira”.

O coordenador do Conselho Consultivo do Ramo Crédito (CECO), Manfred Dasenbrock, destacou que a proposta do Banco Central é, de fato, desafiadora, mas exequível. “Nosso propósito é servir as pessoas, oferecendo serviços financeiros de qualidade, com preço justo e atendimento personalizado. Somos apaixonados por inclusão financeira. Tanto é verdade que, em centenas de municípios do país, as cooperativas de crédito são as únicas instituições financeiras presentes”, avalia Manfred.

 

 

fonte: http://www.mundocoop.com.br/destaque/banco-central-aposta-em-cooperativas-como-aliadas-da-agenda-bc.html?utm_campaign=informativo_mundocoop_-_2806&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

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June 25, 2019

Dia C vai ser comemorado no Parque da Lagoa

 

A comemoração do Dia de Cooperar 2019 está chegando e já tem local confirmado. O evento, que acontece no dia 6 de julho,  das 8h às 13h, será realizado em um dos mais belos cartões-postais da capital paraibana: o Parque da Lagoa Solon de Lucena. Assim como nas cinco edições anteriores, o evento deve oferecer serviços gratuitos de saúde e cidadania, além de atrações culturais para a comunidade pessoense.

A equipe técnica do Sistema OCB/PB já está avançando nos preparativos do evento, realizando contatos com parceiros e fornecedores. "A nossa expectativa é de realizar mais uma bela comemoração, oferecendo atendimentos gratuitos para a população e mostrando o trabalho que é desenvolvido pelas cooperativas paraibanas ao longo de todo o ano. O dia 6 de julho é, sobretudo, o momento de celebrar as ações de responsabilidade social do cooperativismo e as contribuições do setor para o desenvolvimento da Paraíba e do nosso país", afirma o presidente do Sistema OCB/PB, André Pacelli.

Sobre o Dia C - O Dia C é um grande movimento nacional de estímulo às iniciativas voluntárias diferenciadas, contínuas e transformadoras, realizadas por cooperativas, com apoio do Sistema OCB e de suas unidades estaduais, e faz parte da agenda estratégica do cooperativismo brasileiro. A ideia surgiu em Minas Gerais, há 10 anos, e está alinhada aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU. Todos os anos, cerca de 1,5 mil cooperativas beneficiam mais de dois milhões de pessoas, por meio do trabalho de quase 121 mil voluntários.

 

Link para notícia: http://www.paraibacooperativo.com.br/2019/06/dia-c-vai-ser-comemorado-no-parque-da-lagoa

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June 17, 2019

O futuro é cooperativista

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A Organização Internacional do Trabalho (OIT) não esconde a preocupação com a manutenção dos empregos em face desta grande onda global de busca por maior produtividade em todos os ramos da economia. Importantes entidades que lutam pela preservação do planeta também, frequentemente, alertam para a busca irracional e desenfreada por lucros a todo custo, sem qualquer preocupação social e ambiental.
Pensadores, economistas e gurus empresariais falam a todo tempo sobre a Indústria 4.0, mas muitos fixam-se apenas nos aspectos ligados aos processos produtivos. É preciso lembrar que essa nova revolução industrial, batizada de 4ª, prevê, fortemente, o emprego de tecnologias limpas (leia-se, mais sustentáveis) e valorização dos seres humanos.

E é neste novo cenário global que especialistas creem que as cooperativas assumirão protagonismo de primeira grandeza na Indústria 4.0. No ano passado, por exemplo, a responsável pela Unidade de Cooperativas da OIT, Simel Esim, destacou em comunicado “o impacto positivo do compromisso das cooperativas a favor de uma produção e consumo sustentáveis”. E citou a experiência positiva no Norte do Sri Lanka: “depois de anos da guerra civil, as cooperativas contribuíam para reforçar a resiliência das comunidades locais”.

Diz Simel: “tenho escutado histórias inspiradoras de outras regiões do mundo sobre a forma como as cooperativas puderam unir forças e contribuir com o consumo e a produção sustentáveis, e como melhorar, assim, as condições de trabalho por conta do intercâmbio comercial entre elas”.

De acordo com a dirigente da OIT, as cooperativas contribuem positivamente para criação e manutenção do emprego, já que são responsáveis por mais de 100 milhões de postos de trabalho atualmente em todo o mundo.

Em comunicado, a OIT diz que o intercâmbio comercial entre cooperativas pode ajudar a diminuir os custos do comércio, garantir preços mais justos e melhorar a de seus membros e, também, de toda comunidade. “Existem oportunidades não só na cadeia de insumos para a agricultura, como também na manufatura e em outros setores”, comenta a Simel.

Comércio justo

O objetivo é o de estimular uma ação comum a favor de práticas de produção e de consumo responsáveis, o desenvolvimento das economias verdes e circulares e a promoção do trabalho decente nas cadeias de produção. A OIT considera que as cooperativas não só são importantes como meio para melhorar as condições de vida e de trabalho das mulheres e homens em todo o mundo, como também colocam à disposição dos usuários infraestrutura e serviços essenciais, inclusive nas áreas esquecidas pelo Estado e pelas empresas investidoras (como os setores de saúde e financeiro, no Brasil).

Um bom exemplo é o Sicoob, Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil, que tem 4,4 milhões de cooperados e é a quinta maior instituição financeira do Brasil, com 2,9 mil pontos de atendimento e 100 bilhões de reais em ativos. A despeito de sua atuação em serviços, na atividade financeira, o Sicoob sintetizou em artigo o que pensa sobre essa nova Revolução Industria que está em curso em todo o mundo:

“A quarta revolução industrial compreende um conjunto de tecnologias que permitem a integração entre os mundos físico, digital e biológico, já que a Indústria 4.0 pressupõe exatamente a cooperação entre esses diferentes meios”.

A coluna vertebral desse processo é a “cooperação”. “Hoje em dia é fundamental questionar quais as capacitações que precisaremos no futuro, saber por onde começar e quais mudanças a tecnologia irá trazer para preparar os profissionais”, explica o diretor da People+Strategy, João Roncati, destacando que, para revolucionar a indústria, “temos que reaprender a cooperar”.

Desde junho de 2017, o Ministério nacional do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) instituiu o Grupo de Trabalho da Indústria 4.0 (GTI 4.0), integrado por mais de 50 instituições entre públicas, privadas e da sociedade civil, para discutir temas pertinentes à implantação da quarta revolução industrial no país.

O GTI 4.0 já estruturou, inclusive, a Agenda Brasileira para Indústria 4.0, definindo etapas e metas para contribuir com a transformação do setor industrial nacional e sua efetiva modernização.

O que chama a atenção nessa jornada da indústria nacional para se tornar 4.0 é exatamente a ênfase na cooperação. Afinal, para chegar à quarta revolução industrial é necessário saber fazer boas parcerias tecnológicas e alianças estratégicas, reunir talentos com interesses comuns e fazer com que os sistemas físicos, digitais e humanos trabalhem de forma mais colaborativa.

No caso das instituições cooperativas, particularmente, essa transição para a Indústria 4.0 pode ainda ser favorecida por uma visão mais abrangente da própria cooperação, entendendo que o esforço conjunto de homens, máquinas e sistemas pode revolucionar o desenvolvimento da nossa indústria.

Marcelo Correa Medeiros, mestre em direção estratégica e MBA em gestão empresarial, defende que as cooperativas reúnem todos os elementos para liderarem essa mudança para a Indústria 4.0: “O conhecimento aplicado e compartilhado é fator essencial para o sucesso das cooperativas em um mercado cada vez mais hostil e competitivo”.

De acordo com Medeiros, “os modelos econômicos de gestão cooperativa têm como principal desafio promover o desenvolvimento sustentável das organizações, gerando valor para o empreendimento cooperativo, para os cooperados e para o meio ambiente”.

Fonte: mundocoop.com.br
Matéria publicada na Revista MundoCoop, edição 87

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May 13, 2019

O que é Cooperativa de Crédito?

Saiba mais sobre as cooperativas de crédito, suas semelhanças e diferenças em relação a outras instituições financeiras.

 

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