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January 19, 2021

Cooperativismo alcança mais de 15,5 milhões de cooperados no Brasil

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Um dos indicadores mais importantes para o cooperativismo, os cooperados são peça fundamental para o movimento. São eles que motivam a existência e o trabalho diário de nossas cooperativas. Atualmente, o cooperativismo brasileiro conta com 5.314 cooperativas e 15,5 milhões de pessoas cooperando para um mundo melhor. Esses e outros dados estão disponíveis no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2020, desenvolvido pelo Sistema OCB.

Apesar da crise e dos desafios impostos pela pandemia da Covid-19, o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, ressalta que o movimento cooperativista continua crescendo e se destacando como um agente importante na economia nacional. “E é assim que nós queremos ver o nosso modelo de negócios, se posicionando como um setor cada vez mais eficiente e competitivo. Com lideranças inovadoras e uma gestão profissionalizada e disruptiva, trocando o tradicional pela coragem de fazer diferente e a ousadia em buscar o novo. Somos um sistema que trabalha diariamente pelo desenvolvimento sustentável de todo o cooperativismo brasileiro, e assim continuaremos”, afirma o dirigente.

Número de Empregados

Em 2019, a população ocupada do Brasil cresceu 2,5% quando comparada ao ano imediatamente anterior. Tal percentual retrata o maior avanço obtido para o indicador desde 2013. O cooperativismo segue essa mesma trajetória de crescimento gerando 427.576 empregos.

Desempenho do cooperativismo brasileiro

O balanço divulgado no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2020 aponta o faturamento de R$ 308,8 bilhões. A eficiência econômica das cooperativas brasileiras também se evidencia através das sobras apuradas, atingindo o valor de R$ 14,8 bilhões. Em patrimônio líquido, as cooperativas alcançaram R$ 126,4 bilhões, enquanto que no ativo total o valor registrado foi de R$ 494,3 bilhões.

 

fonte: https://cooperativismodecredito.coop.br/2021/01/cooperativismo-alcanca-mais-de-155-milhoes-de-cooperados-no-brasil/

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January 19, 2021

Cooperativismo ganha força como impulsionador da economia em 2021

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Segundo os últimos dados disponíveis pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), de 2018, as quase 7 mil cooperativas atuantes no país empregam 425 mil pessoas e atendem aproximadamente 14,6 milhões de brasileiros. Apesar do hiato no fornecimento de dados, o cooperativismo tende a ser um dos grandes impulsionadores da economia em 2021, especialmente com os aprendizados trazidos pela pandemia ao longo de 2020. O momento também auxilia o segmento a quebrar barreiras nos centros urbanos, onde sempre encontraram mais dificuldades de penetração em comparação com cidades do interior.

As crises política, econômica e pandêmica vividas pelo Brasil nos últimos anos são grandes responsáveis pela busca por soluções coletivas. “Quanto mais as pessoas percebem que não estão encontrando serviços no mercado tradicional, mais acabam exercitando essas ferramentas coletivas. O cooperativismo nada mais é do que um grupo de pessoas com objetivos em comum dando acesso a essas ferramentas ou serviços para outras pessoas”, explica Mauri Alex de Barros Pimentel, diretor financeiro do Instituto Brasileiro de Estudos em Cooperativismo e professor convidado do ISAE Escola de Negócios.

Crescimento na pandemia

Para ilustrar esse raciocínio, Pimentel cita a apresentação feita pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, no final de novembro. Nela, o presidente do BC destacou a importância do cooperativismo de crédito ao longo da pandemia: teve crescimento de 48,5% na carteira de crédito de pessoas jurídicas, quase o dobro do observado no setor financeiro como um todo. Campos Neto destacou o papel de inclusão realizado pelas cooperativas, que promovem inclusão financeira para muitas pessoas.

Estima-se que existam cerca de 400 cidades do país cuja única instituição financeira é uma cooperativa. A presença delas é a garantia de que muitas pessoas não precisem viajar para ter acesso ao dinheiro, fazendo com que mais recursos circulem pelas próprias cidades. “Quando o cooperativismo ingressa nessas regiões divide melhor a renda e gera desenvolvimento efetivo. Pesquisas da USP mostram que, nos locais onde há a presença efetiva de cooperativismo de crédito, os recursos liberados refletem no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)”, cita Pimentel.

Não se pode esquecer que o cooperativismo é responsável por significativa parte do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, visto que boa fatia do agronegócio do país se organiza desta maneira. Em 2020, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o agro deve crescer 1,5% -- para 2021, a projeção é de 1,2%. O agronegócio representou 21,4% do total do PIB em 2019.

Concessões de crédito

Pesquisa realizada pelo Sebrae entre abril e julho, com mais de 6 mil entrevistados, mostrou que as cooperativas foram a salvaguarda de muitos micro e pequenos empresários. Dos cerca de 30% de respondentes que alegaram ter buscado empréstimo, apenas 11,3% deles tiveram sucesso na demanda. Segundo o estudo, instituições financeiras cooperativas emprestaram mais do que bancos privados e públicos. Em determinado momento do ano, as cooperativas concediam 31% dos recursos demandados, enquanto os bancos privados e públicos tinham, respectivamente, 12% e 9%.

“As cooperativas são muito mais efetivas na concessão de crédito. Por estarem próximas de seus cooperados, mitigam mais esse risco do que os bancos. Atualmente, porém, 90% dos pedidos vão para os bancos tradicionais”, afirma. Há tendência de que, com a maior liberação de recursos por essas instituições, elas possam ser mais procuradas. “As cooperativas crescem muito na crise. A pandemia foi uma oportunidade, já que neste momento as empresas típicas do capitalismo, que visam o lucro e o mercado de acionistas, têm mais medo do que o normal”, avalia o professor do ISAE.

Estas iniciativas e resultados concretos, assim como um investimento na divulgação do cooperativismo, tendem a auxiliar na conquista do público nos centros urbanos. “Aos poucos, essas barreiras estão sendo quebradas. No segmento crédito e saúde, há muitas cooperativas de destaque também em capitais”, complementa Mauri Alex de Barros Pimentel.

 

fonte: http://www.cooperativismo.org.br/Noticias/49523/Cooperativismo-ganha-forca-como-impulsionador-da-economia-em-2021

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October 28, 2020

Como as cooperativas financeiras estão contribuindo para a recuperação

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Como as cooperativas financeiras estão contribuindo para a recuperação da economia brasileira, por Lúcio César de Faria

"A atuação do SNCC continua demonstrando sua importância no direcionamento de crédito para fomentar a atividade de pequenas e médias empresas bem como de produtores rurais.”

 

No âmbito das medidas governamentais e dos sistemas cooperativistas para minimizar o impacto econômico-financeiro decorrente da Covid-19, a contribuição das cooperativas de crédito para a recuperação econômica pode ser vista sob três vertentes:

    suas características intrínsecas;
    perfil operacional decorrente de sua evolução;
    desempenho e oportunidades advindas do “novo normal”, como se denomina a mudança de hábitos e costumes pós-pandemia.

As características intrínsecas já são bem conhecidas e não precisam ser explicadas, mas sempre merecem registro por serem o diferencial desse modelo de negócio, ressaltando-se os princípios cooperativistas – destacando-se no caso em análise a educação, formação e informação e o interesse pela comunidade – e a especificidade de reciclagem da poupança local, com implicação direta no desenvolvimento socioeconômico regional.

Em relação ao perfil que se delineou a partir do desempenho e da evolução do segmento, destacam-se a presença em todo o território nacional, o aumento de cooperados e de unidades de atendimento, o crescimento em depósitos e operações de crédito proporcionalmente maior que os bancos, com aumento da participação no sistema financeiro, a opção pela modalidade de livre admissão de associados e o incremento de pessoas jurídicas no quadro associativo.

Daqueles fatores que serão ressaltados com o “novo normal”, pode-se destacar o estímulo ao comércio e empreendedorismo local e a sua conexão com as cooperativas, também iniciativas de caráter comunitário.

As condições básicas para que essa união se frutifique em prol da recuperação econômica já estão presentes nas cooperativas financeiras e serão indicadas a seguir, sem que a ordem signifique grau de importância, pois o conjunto é que favorecerá a retomada da economia local.

    A primeira é o aumento do volume de depósitos, mesmo em meio à crise, que decorre, além da confiança nas instituições financeiras cooperativas, principalmente da forte interrelação delas com o agronegócio, que tem sustentado a economia brasileira há longo tempo. Isso permitirá às cooperativas manter o nível de recursos direcionados a operações de crédito.
    A segunda, a predominância de cooperativas de livre admissão e a ampliação das pessoas jurídicas associadas. As cooperativas de livre admissão representam 63% do universo das cooperativas captadoras de depósito e são as que têm maior participação de pessoas jurídicas associadas, em comparação com os outros tipos de cooperativas, crédito mútuo e crédito rural. Porém, nos três segmentos de cooperativas, dentre as pessoas jurídicas associadas, predominam as de porte micro ou pequeno .
    A terceira delas, é o perfil da carteira de crédito do segmento cooperativismo, que se alia à especificidade da reciclagem da poupança local na promoção do desenvolvimento regional. Nas pessoas jurídicas, há predominância de capital de giro (55,95%), investimento (14,42%) e operações com recebíveis (8,61%), enquanto nas pessoas físicas predomina a carteira rural e agroindustrial (37,65%) .
    A quarta, o conhecimento e o relacionamento com os associados, que dá às cooperativas condições de atendimento mais customizado e ágil quanto a suas necessidades de negociação ou renegociação de operações.

Cooperativismo financeiro e empreendedorismo local: esta união está sendo a alavanca para o revigoramento da economia regional, que seguirá apoiada também na força do agronegócio, contribuindo para o reerguimento da economia brasileira.

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Por Lúcio César de Faria, graduado em Economia, Administração e Ciências Contábeis, e com pós-graduação em Capacitação e Potencialização Gerencial. Atuou como assessor do Banco Central do Brasil e como diretor do FGCoop, sendo também Conselheiro de Administração formado pelo IBGC.

 

 

fonte: https://cooperativismodecredito.coop.br/2020/10/como-as-cooperativas-financeiras-estao-contribuindo-para-a-recuperacao-da-economia-brasileira-por-lucio-cesar-de-faria/