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January 10, 2019

Futuro de liderança

Programa do Sescoop qualifica jovens de 21 a 35 anos para fortalecerem a economia do país.

O sonho de muitos jovens é o de concluir o curso superior e, imediatamente, colocar à prova o conhecimento adquirido ao longo da graduação. Mas, na prática, isso não acontece com tanta frequência, o que exige ainda mais criatividade para, finalmente, conquistar o tão sonhado espaço no mercado de trabalho. No universo cooperativista, a dinâmica é outra. Isso porque o setor se preocupa com a qualificação de sucessores. Pensando nisso, o Sescoop – o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo – acaba de selecionar 35 jovens para a primeira turma do programa Somos Líderes.

Direcionado ao público jovem (de 21 a 35 anos), o projeto atende à missão da Instituição: promover a cultura cooperativista e o aperfeiçoamento da gestão para o desenvolvimento das cooperativas brasileiras. A lista com os nomes dos 35 selecionados está no site do Sescoop. O programa foi lançado em agosto deste ano e, ao todo, 1.553 moças e rapazes, moradores de todas as regiões do Brasil, se inscreveram na seleção.

“A iniciativa é mais uma oportunidade de colocar em prática a expertise que o Sescoop tem desenvolvido em prol da profissionalização da governança cooperativista. Devido ao seu elevado nível, o programa representa um marco na história da Instituição na medida em que forma jovens com as habilidades específicas para atuarem nas cooperativas brasileiras. Mais do que conhecer o cooperativismo, esses jovens vão vivenciar e divulgar a prática da cooperação, fortalecendo, ainda mais, o nosso modelo de negócios”, comenta o superintendente do Sescoop, Renato Nobile.

OBJETIVO

A expectativa é de que, a partir dessa iniciativa, sejam formadas lideranças conscientes e engajadas com o cooperativismo. Agora, os jovens aguardam o primeiro encontro do programa que vai ocorrer no dia 8 de outubro, na cerimônia do Prêmio SomosCoop – Excelência de Gestão, em Brasília.

ENSINO INOVADOR

O curso foi elaborado com metodologia inovadora por adotar soluções digitais, como a gameficação e as trilhas de aprendizagem online – recurso utilizado já no momento das inscrições. Essa formatação propicia um estudo mais livre, seguindo a ideia da heutagogia, onde o aluno é capaz de gerir o próprio aprendizado.

METODOLOGIA

Até abril de 2020, os participantes terão aulas virtuais e presenciais de assuntos como Tendência, Inovação e Liderança; Liderança no contexto cooperativista; Liderança no contexto organizacional; Liderança no contexto social; e Liderança no contexto político. Cada um desses módulos conta também com a disponibilização de conteúdo via podcasts, encontros virtuais em webnários e mentorias individuais.

Os módulos presenciais serão realizados em Recife (PE), Chapecó (SC), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF). Todas as despesas com deslocamento, hospedagem e alimentação correm por conta do Sescoop. Com o intuito de viabilizar a concretização do aprendizado, estão previstas visitas técnicas a instituições e organizações que implantaram e que colocam em prática o conteúdo desses módulos.

COOPERANDO

E para provar que o cooperativismo é um modelo econômico capaz de aliar a experiência à vontade de aprender, os jovens também contarão com o acompanhamento dos dirigentes de cooperativas reconhecidas pelo Prêmio SomosCoop Excelência de Gestão, que vão atuar como mentores e fontes de inspiração, durante dois anos.

O programa Somos Líderes é uma iniciativa do Sescoop e conta com o apoio da consultoria HSM e da agência Eureca.

 

fonte: https://cooperativismodecredito.coop.br/2019/09/futuro-de-lideranca/

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September 23, 2019

Competição Bancária e Juros mais Baixos Ganham Força com Cooperativas

Potencial deste segmento está na capilaridade de fornecimento de crédito a pequenas e médias empresas no interior brasileiro.

Na última reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), no final de agosto, foi aprovado um voto que não despertou maiores atenções e teve repercussão limitada, particularmente por ser árido e técnico.

Em resumo, a medida permitiu que as cooperativas de crédito no Brasil possam emitir Letras Financeiras (LF) para captação de recursos. Quem é da área comemorou. Quem não é deveria comemorar também.

A medida é mais um passo na transformação desse segmento, que vem crescendo exponencialmente. As cooperativas de crédito estão se consolidando como opção viável de competição bancária, uma alternativa aos grandes bancos e instrumento para reduzir as taxas cobradas dos clientes. Com o dinheiro mais barato, toda a sociedade se beneficia.

As Fintechs — empresas que trabalham para inovar e otimizar serviços do setor financeiro — costumam ser apontadas como principal ator que vai sacudir esse mercado. Mas um ex-diretor do Banco Central lembra que, ao crescerem, a maioria dessas startups acaba sendo incorporada pelos grandes bancos. “São as cooperativas que realmente vão proporcionar a competição”, diz ele.

Para a maior parte das pessoas que moram nas grandes cidades, as cooperativas podem parecer algo novo. Só que são uma novidade de 117 anos. Para registro, a primeira cooperativa de crédito no País (e na América do Sul) foi aberta em 1902, em Nova Petrópolis, Rio Grande do Sul.

No interior do Brasil, elas são uma realidade que pode ser contada em grandes números. Têm 10,5 milhões de associados – 150% a mais que os 4,1 milhões em 2010 —, empregam 60 mil pessoas e atuam em 6.200 postos em todo o país.

Em 2018, o incremento da carteira de crédito delas foi de 23%, enquanto o resto do Sistema Financeiro se expandiu 7%. “Esse crescimento foi superior a todos os segmentos de instituições financeiras nos últimos cinco anos, considerando as modalidades de crédito de varejo”, atesta o BC.

O potencial das cooperativas está nessa capilaridade de fornecimento de crédito a pequenas e médias empresas no interior brasileiro. Elas estão em 200 municípios onde não existe nenhuma agência bancária e acrescentaram R$ 9,7 bilhões de crédito ao estoque de recursos para pequenas e médias empresas no ano passado.

No último ranking Valor 1000, divulgado em agosto pelo jornal Valor Econômico, o Sicoob e o Sicredi (os dois maiores sistemas existentes no país) aparecem entre os dez maiores bancos. Somadas, todas as cooperativas já são o sexto banco brasileiro, atrás do Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Caixa e Santander.

O que oferecem para ganhar tal projeção? Como as tradicionais “caixinhas”, elas são administradas pelos associados, permitem atendimento direto ao cliente, com um custo menor e taxas competitivas. Organizadas em grandes sistemas ou de forma independente, as cooperativas têm garantias parecidas às de um banco tradicional. Não procuram ter lucro — precisam garantir que suas receitas banquem as despesas. Se houver sobras, elas retornam aos associados.

O governo está de olho nesse setor. A medida do CMN de agosto dará mais capacidade para essas cooperativas captarem recursos para emprestar. Em abril, elas já haviam sido autorizadas a captar depósitos de poupança rural, o que também amplia suas fontes de dinheiro.

Para o futuro próximo, a estratégia é expandi-las para as grandes cidades e as regiões Norte e Nordeste. Em junho, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, apresentou metas ambiciosas para 2022: aumentar a participação dessas cooperativas no sistema de crédito dos atuais 8% para 20% e ampliar dos atuais um terço para metade o número dos cooperados que ganham até dez salários mínimos. Vem briga boa por aí.

 

fonte: https://cooperativismodecredito.coop.br/2019/09/competicao-bancaria-e-juros-mais-baixos-ganham-forca-com-cooperativas/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+CooperativasDeCreditoNoBrasilENoMundo+%28Portal+do+Cooperativismo+Financeiro%29

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September 18, 2019

BC estabelece princípios básicos para a promoção da educação financeira

 

 

Com o objetivo de levar educação financeira à população brasileira de forma mais efetiva, o Banco Central divulgou, no dia 12/09, o Comunicado nº 34.201, que estabelece quatro princípios básicos para fomentar o engajamento das instituições financeiras (IFs) e demais instituições autorizadas a funcionar pelo BC na promoção do tema.

Os princípios são: valor para o cliente – levar a clientes ou usuários informações e ações úteis e relevantes para a sua vida financeira, inclusive sob a forma de concessão de incentivos; amplo alcance – garantir acesso às ações ao universo de seus clientes e usuários; adequação e personalização – disponibilizar conteúdo, linguagem, momento e canal mais adequados para as ações frente às características e às necessidades dos clientes e usuários e considerando o nível de complexidade e risco dos produtos e serviços financeiros; avaliação e aprimoramento – mensurar a efetividade das ações em face a seus objetivos, melhorando a abordagem utilizada a cada interação com os clientes e usuários.

“Acreditamos que as instituições financeiras são capazes de contribuir mais para o desenvolvimento de hábitos financeiros saudáveis por seus clientes e usuários, incluindo o adequado gerenciamento de seus recursos, o que está alinhado ao conceito de Cidadania Financeira”, explica o diretor de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta do BC, Mauricio Moura. Ele acrescenta que é importante que as IFs assumam essa responsabilidade, dadas as suas capacidades de comunicação, capilaridade e conhecimento dos clientes e usuários de seus produtos e serviços e, principalmente, por estarem junto ao cliente e usuário no momento em que ele está mais propenso a absorver educação financeira.

O BC trabalhará em conjunto com as instituições e as associações para que haja uma grande adesão a esses princípios, e que as ações comecem a ser executadas ainda neste ano. Com o documento, o resultado esperado é que sejam elaboradas ações e ferramentas efetivas e mensuráveis, de forma a permitir que o foco seja naquelas com melhores resultados.

“O acompanhamento das ações permitirá avaliação do BC quanto a possíveis medidas adicionais”, ressaltou o chefe do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira, Luis Mansur. Ele complementa que o comunicado tem papel direcionador para que o mercado atue em prol de um cliente com uma vida financeira mais sustentável e saudável. “Queremos estimular a criatividade, e que o mercado implemente suas soluções direcionando os esforços de educação financeira das instituições para formação de poupança, para o planejamento de orçamento e também para a compreensão e o uso consciente dos produtos e serviços financeiros”.

Tema estratégico
Dada a importância da Educação Financeira para a solidez e a eficiência do Sistema Financeiro Nacional (SFN), o tema tornou-se uma das quatro dimensões da agenda estratégica do BC, a Agenda BC#. A proposta apresentada pelo comunicado também está alinhada com outras iniciativas recentes do Banco Central que atingem o cidadão diretamente, como a Política de Relacionamento das instituições financeiras com seus clientes e usuários, e as Diretrizes para Políticas de Responsabilidade Socioambiental das instituições financeiras.

 

fonte: http://www.mundocoop.com.br/destaque/bc-estabelece-principios-basicos-para-a-promocao-da-educacao-financeira-pelas-instituicoes-financeiras.html

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March 9, 2019

Os desafios e oportunidades do cooperativismo de crédito do país foram

Paulo Sérgio Neves de Souza, diretor de fiscalização do Banco Central do Brasil, abordou o tema para 300 dirigentes do Ailos. Assuntos como protagonismo, inovação e criatividade nortearam o evento que aconteceu na última quinta (22) e sexta-feira (23). Rogério Chér e Martha Gabriel também estiveram presentes

Líderes de cooperativas de crédito de mais de 70 municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná estiveram reunidos na quinta (22) e sexta-feira (23), em Criciúma (SC) para a ampliação e troca de conhecimentos. O Seminário de Dirigentes do Ailos, que esteve em sua quinta edição, é um evento itinerante que acontece a cada dois anos em cidades onde as cooperativas que fazem parte do sistema atuam. Protagonismo, Conexão e Inovação em Alto e Bom Som foi o tema escolhido para ser explanado a aproximadamente 300 convidados. Um dos pontos altos do encontro foi a exposição de abertura ministrada pelo diretor de fiscalização do Banco Central do Brasil, Paulo Sérgio Neves de Souza. Ele apresentou os desafios e oportunidades do cooperativismo de crédito no país.

Na ocasião, Souza, que atua na instituição desde 1998, traçou um panorama do Sistema Financeiro Nacional (SFN) dos últimos 10 anos e apresentou metas para serem realizadas até 2022. Entre elas, a maior participação das cooperativas no crédito, que deve passar de 8% para 20%, e o crescimento de 24% para 40% no crédito dos cooperados no Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), além do aumento no quadro associativo de pessoas com renda de até 10 salários mínimos. “Levar para os municípios os valores do cooperativismo, a educação, o relacionamento e o interesse pelo crescimento das comunidades é o grande diferencial dessas instituições para o sistema financeiro tradicional”, enfatizou.

Protagonismo

Mostrar que todos são autores e fazedores das suas próprias histórias foram alguns dos objetivos do evento. Além de evidenciar esse protagonismo, conforme o diretor executivo da Central Ailos, Ivo Bracht, o encontro amplia e direciona o olhar dos líderes para o futuro. “São as estratégias, a troca de informações e o conhecimento trazido pelas palestras inspiradoras que motivam as boas e novas práticas”, disse.

Carlos Alberto Júlio, CEO da Digital House e colunista da rádio CBN, envolveu os presentes com uma exposição dinâmica e interativa sobre o protagonismo. Para ele, não existe competência mais importante de um bom gestor do que a sua capacidade de tomar decisões e de aprender com os erros. “Você não pode esperar resultados diferentes se faz tudo igual”, destacou.

Liderança e inovação

O autor do best-seller Empreendedorismo na veia, um aprendizado constante, Rogério Chér, disse que o verdadeiro líder deve estar comprometido com algo muito maior do que consigo mesmo. “É a emoção que faz a gente tomar decisões e é por isso que precisamos estar engajados com aquilo que nos faça sentir energizados e comprometidos”, enfatizou. Para ele, coração, mente e espírito devem andar juntos e questiona: “toda a empresa precisa de um algo a mais, além das tarefas do trabalho. Com que frequência as pessoas que atuam com você se sentem fortemente entusiasmadas e apaixonadas?”.

Por fim, Martha Gabriel, referência em marketing digital, levou para os gestores reflexões sobre a inovação e a criatividade nesta nova era. Segundo ela, a tecnologia é essencial, mas não adianta ela existir se as pessoas não souberem utilizá-la. Martha acredita que até 2060 os robôs farão tudo o que o ser humano hoje faz. “Algum dia esse momento chegará. E até lá o que podemos fazer para termos os melhores resultados?”, indaga. “As máquinas são ótimas para respostas, humanos para perguntas. O problema é que não fomos educados a questionar”, complementa. Para acompanhar as transformações constantes é importante se antecipar e não apenas reagir. “Mude antes que seja preciso”, sugere.

Ivo Bracht ressaltou que o conhecimento adquirido nos dois dias de seminário trouxeram ideias que serão utilizadas no dia a dia de trabalho. “Vamos sair daqui muito mais fortes e preparados, tanto como líderes, quanto como cooperativas e respondendo a expectativa da nossa sociedade”, finalizou.

Sobre o Ailos
Constituído em 2002, o Ailos é um Sistema de Cooperativas de Crédito e conta com mais de 780 mil cooperados, uma Cooperativa Central, 13 cooperativas singulares, mais de 200 postos de atendimento e R$ 7,9 bilhões em ativos. Com atuação nos três estados do Sul do país, possui mais de 3 mil colaboradores. As cooperativas singulares que compõem o Ailos são: Acentra, Acredicoop, Civia, Credcrea, Credelesc, Credicomin, Credifoz, Crevisc, Evolua, Transpocred, Únilos, Viacredi e Viacredi Alto Vale.

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