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June 14, 2021

Planejamento Financeiro Pessoal e as Mudanças Em Seus Hábitos

Planejamento financeiro pessoal eficiente e seus objetivos

O planejamento financeiro pessoal é fundamental para que você possa direcionar valores para uma poupança, ao passo que cria novos hábitos que podem ser de grande valia para  seus planejamentos pessoais ao longo prazo.

Primeiramente, é importante que tenha clareza sobre a sua situação financeira atual. Para isso, você deve realizar uma espécie de mapeamento de sua situação para que você possa elaborar um planejamento financeiro eficiente.

Separe seus custos fixos de seus custos variáveis

Sendo assim, separe seus custos fixos de seus custos variáveis para que você tenha uma real noção dos valores que você realmente ganha e dos valores que você realmente gasta. Isso porque muitos gastos são feitos dentro da rotina e não são considerados.

Seus custos fixos são referentes à sua sobrevivência, como os custos de fornecimento de água, energia elétrica, internet, telefone dentre outros. Por outro lado, de forma sucinta, todos os demais custos são seus custos variáveis.

Analise possíveis ações que podem ser tomadas através do seu mapeamento

Posteriormente a esse primeiro contato com a sua situação financeira, você deve verificar possíveis ações. Por isso, o controle deve ser feito dentro da sua rotina.

As possíveis ações podem ser várias de acordo com a sua situação financeira atual, renda e objetividade. Por isso, você pode realizar pequenas trocas que economizem valores, mudar seus hábitos de consumo e direcionar valores para uma poupança de forma simultânea.

Trocas simples que economizam em longo prazo

Essas trocas têm várias opções variadas de acordo com estilo de vida de cada pessoa. Porém, você pode mudar coisas simples. Por exemplo, trocar um cartão de crédito tarifado por um cartão de crédito sem anuidade.

Bem como, pode realizar a mesma lógica com a sua conta bancária. Assim, direcionando esses valores economizados para uma conta poupança. Já que podem ser valores expressivos, se você considerar um determinado período de tempo, como 12 meses, por exemplo.

Questione seus hábitos de consumo e elimine seus excessos

Além disso, você pode questionar seus hábitos de consumo para evitar comprar por impulso, ou até mesmo, vender seus excessos pela internet. Caso você tenha muitos produtos em bom estado que realmente não esteja utilizando.
Mudanças importantes em seus hábitos que podem direcionar sua vida financeira

São mudanças importantes em seus hábitos que podem direcionar sua vida financeira. Além disso, a poupança deve ser um hábito. Dessa forma, você pode ajustar sua situação financeira organicamente e amparar seus planejamentos em  longo prazo.

 

fonte: https://noticiasconcursos.com.br/planejamento-financeiro-pessoal-e-as-mudancas-em-seus-habitos

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May 31, 2021

BC: cooperativas de crédito crescem 134% em 5 anos e ocupam lugar de destaque

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O BC (Banco Central) afirmou nesta 5ª feira (27.mai.2021) que as cooperativas de crédito têm crescido mais que as demais instituições financeiras, como os bancos, o que deve garantir um “lugar de destaque” ao cooperativismo no SFN (Sistema Financeiro Nacional).

Segundo estudo do BC, a carteira de crédito das cooperativas teve um aumento acumulado de 134,6% entre 2016 e 2020 e passou a responder por 5,1% da carteira de crédito do SFN. Além disso, o BC afirmou que ainda há espaço para crescimento do crédito no setor. Eis a íntegra do estudo.

“Embora o cooperativismo ainda constitua uma parcela relativamente pequena do SFN, cujos ativos se concentram num pequeno número de instituições bancárias, o crescimento contínuo do SNCC (Sistema Nacional de Cooperativismo de Crédito) sugere que, no futuro, as cooperativas poderão ocupar lugar de destaque, a exemplo de outros países como França, Canadá e Portugal”, afirma o BC.
Alta de 134%

Segundo o BC, a carteira de crédito do sistema nacional de cooperativismo atingiu R$228,7 bilhões, ou 5,1% do Sistema Financeiro Nacional, em dezembro de 2020. Cinco anos atrás, este valor era de R$ 95 bilhões, ou 2,74% do SFN. Agora, a perspectiva das cooperativas é que esse crescimento se mantenha até 2023, “embora em um patamar menos elevado do que o projetado para 2020”.

 

Cooperativas de crédito

Carteira de crédito tem alta acumulada de 134% em 5 anos. Em R$ bi

O ativo total ajustado do sistema de cooperativismo também cresceu nesse período, passando de R$174,3 bilhões em dezembro de 2016 para R$371,8 bilhões em dezembro de 2020.

No fim de 2020, eram 847 cooperativas singulares de crédito operando no Brasil, das quais 222 são independentes e 625 são filiadas a cooperativas centrais, como Sicredi e Sicoob.

Segundo o BC, o sistema de cooperativismo tinha 11,9 milhões de associados – 9,4% mais que em 2019 e 42,1% mais que em 2016. O estudo cita ainda um aumento do crédito oferecido pelas cooperativas a pessoas jurídicas nesse período.
Análise

O BC apontou 4 motivos principais para o crescimento do sistema de cooperativismo no Brasil:

    Relacionamento mais próximo com o cliente, o que facilita o acesso ao crédito;
    Proximidade do setor agropecuário, já que muitas cooperativas ficam no interior do país e em áreas rurais;
    Aprimoramento do arcabouço regulatório;
    Inserção digital.

“A análise indica que ainda há espaço para crescimento do crédito no setor – seja ampliando a fatia relativa ao crédito tomado entre seus associados no SFN, seja mantendo a expansão geograficamente”, afirma o BC.

 

 

fonte: https://www.poder360.com.br/economia/bc-cooperativas-de-credito-crescem-134-em-5-anos-e-ocupam-lugar-de-destaque/

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May 26, 2021

Open Banking: especialista explica seis coisas que você precisa saber

Open Banking: especialista explica seis coisas que você precisa saber sobre o novo movimento do Banco Central

 

Iniciativa permitirá que clientes e cooperados de produtos e serviços financeiros liberem o compartilhamento de suas informações entre instituições.

Em um universo tecnológico, as atualizações acontecem todos os dias e, às vezes, pode ser difícil acompanhar. Porém, é importante estar atento a mudanças e novidades que vão fazer diferença no nosso dia a dia. Uma delas é o Open Banking, uma iniciativa do Banco Central que irá possibilitar o compartilhamento de informações sobre produtos e histórico financeiro das pessoas entre as principais instituições reguladas pelo órgão, tudo de forma segura, para que apenas quando o dono da informação desejar, possa solicitar essa troca com finalidade e períodos específicos.

“Seguindo a agenda BC# do Banco Central do Brasil, que tem entre seus objetivos aumentar a inclusão e a competitividade do Sistema Financeiro Nacional, o Pix chegou como um primeiro passo, seguido do Open Banking. Ele permitirá que clientes de produtos e serviços financeiros liberem o compartilhamento de suas informações entre instituições autorizadas pelo Banco Central, como as Cooperativas do Sistema Ailos, por exemplo, por meio de diferentes plataformas”, explica Rodrigo Cavalcanti de Albuquerque, coordenador de Open Banking da Central Ailos.
Para desmistificar um pouco esse movimento que chega ao mercado, o especialista separou seis coisas que você precisa saber sobre Open Banking:

1) Você é dono dos seus dados
É importante deixar claro que o cooperado ou cliente é o dono dos seus próprios dados. Isso significa que apenas ele pode escolher com quem, como e quando compartilhá-los. Com o Open Banking, as instituições permitem o acesso aos dados de acordo com a escolha da pessoa, mantendo sigilo de informações e os dados pessoais em total segurança. A iniciativa simplesmente irá facilitar o processo de compartilhamento quando o cliente assim desejar. Ou seja, quando um cliente ou cooperado quiser um limite melhor para o cartão de crédito, por exemplo, pode conseguir trazendo o histórico de pagamentos da instituição onde já mantinha uma conta.

2) Será possível ter diferentes propostas de crédito que se adequem ao seu perfil
Com a abertura de dados pelo Open Banking, será possível escolher serviços de instituições diferentes. Os bancos e cooperativas participantes poderão, com o consentimento do cooperado ou cliente, compartilhar informações para uma proposta de crédito mais aderente. Além disso, os serviços e produtos poderão ter características novas e diferenciadas para, dessa forma, proporcionar mais personalização e conveniência.

3) O Open Banking acontece em quatro fases
O Open Banking incentivará a inovação e o surgimento de novos modelos de negócio que irão oferecer uma experiência fácil, ágil, segura e conveniente. O processo está dividido em quatro fases, sendo que todas são obrigatórias somente para as instituições classificadas como S1 e S2. As Cooperativas do Sistema Ailos, por exemplo, têm obrigatoriedade de participar somente da fase 3. Para conferir como e quando acontece cada uma das fases, acesse o site do Banco Central clicando aqui.

4) Os benefícios para o usuário são inúmeros
Com o Open Banking, o cliente ou cooperado tem autonomia e segurança, sabendo exatamente quem tem acesso aos seus dados financeiros, além de liberdade financeira para contratar serviços e produtos de qualquer instituição de forma menos burocrática. Com isso, o mercado deve evoluir, pois com maior concorrência, há oportunidade de desenvolvimento de produtos e serviços e melhores taxas, assim como melhorias na experiência. O Open Banking pretende reduzir as barreiras de entrada e acesso a novos serviços e produtos, não apenas olhando para empréstimo. Ou seja, você poderá escolher os serviços e produtos que deseja, seja de cooperativas, bancos ou fintechs, usando o histórico e os dados cadastrados na instituição que já possui conta.

5) Seus dados serão protegidos por lei
As instituições participantes devem oferecer, de maneira clara, uma solução que o usuário possa visualizar e também compartilhar os dados quando assim desejar. Isso deve ocorrer através dos aplicativos de cada uma delas, mas ainda existem muitos detalhes a serem definidos nos próximos meses. Vale ressaltar que o Open Banking no Brasil funcionará sob regulação do Banco Central e participarão, de forma obrigatória, as instituições financeiras classificadas como S1 (instituições que possuem porte igual ou superior a 10% do PIB ou que tenham atividade internacional relevante) e S2 (instituições de porte entre 1% e 10% do PIB), que são os grandes bancos que você já conhece. As demais instituições, como por exemplo as cooperativas, têm adesão voluntária ao Open Banking. A exceção é a fase 3, que é obrigatória a todas. Todo envio e recebimento de informações dentro do Open Banking estará protegido pela Lei Complementar N° 105/2001, do Sigilo Bancário, e proíbe o compartilhamento de dados, assim como a venda de informações de clientes para terceiros (a menos que tenha autorização expressa do titular da informação). A estrutura do Open Banking também está sob a proteção da Lei Geral de Proteção de Dados, N° 13.709/2018), que entrou em vigor neste ano e abrange diversas áreas além da financeira, permitindo autonomia para o cliente em relação aos seus próprios dados.

6) O movimento é baseado em troca
Quando o cliente desejar compartilhar os dados da instituição atual para uma nova, isso permitirá que a instituição atual também tenha acesso aos dados da nova instituição. Na prática, sua instituição só poderá receber dados de outras instituições se também puder compartilhar com as demais. Assim fica mais justo para todas elas. Desta forma, todas as empresas que aderirem ao Open Banking terão o direito de receber dados de seus concorrentes e, em contrapartida, serão obrigadas a compartilhar os dados de suas respectivas bases quando os clientes permitirem. As instituições participantes estão sujeitas às fiscalizações por parte do Banco Central para garantir a segurança de todo o processo. Na prática, se alguma instituição não seguir as regras do Open Banking, ao operar nesse ambiente, podem ser aplicadas multas, proibição de determinadas atividades/operações, exclusão da empresa no Open Banking e outras punições, previstas na Circular BCB N° 3.857/17.

Sobre o Ailos
Constituído em 2002, Ailos é um Sistema de Cooperativas de Crédito e conta com mais de 1 milhão de cooperados, uma cooperativa central, 13 cooperativas singulares, mais de 200 postos de atendimento e mais de R$ 12 bilhões em ativos. Com atuação nos três estados do Sul do país, possui cerca de 4 mil colaboradores, contribuindo e promovendo o crescimento sustentável e desenvolvimento social das comunidades onde atua. As cooperativas singulares que compõem o Ailos são: Acentra, Acredicoop, Civia, Credcrea, Credelesc, Credicomin, Credifoz, Crevisc, Evolua, Transpocred, Únilos, Viacredi e Viacredi Alto Vale.

 

fonte: https://cooperativismodecredito.coop.br/2021/05/open-banking-especialista-explica-seis-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-o-novo-movimento-do-banco-central/

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May 20, 2021

Educação Financeira Infantil: Como Ensinar as Crianças sobre Dinheiro

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Ensinar as crianças sobre dinheiro, a importância de economizar, gastar com sabedoria e investir é essencial para prepará-las para o sucesso a longo prazo.

Muito do nosso comportamento financeiro vem das fórmulas vencedoras ou das crenças limitantes que aprendemos quando crianças.

Segundo estudo da Universidade de Cambridge, boa parte dos nossos conceitos e hábitos financeiros são formados até os 7 anos de idade.

Por isso, ensinar as crianças desde cedo sobre a importância de cuidar do próprio dinheiro pode ajudar a mudar a relação que desenvolvem com as finanças na vida adulta.

Muitas vezes, no intuito de proteger, os pais evitam falar sobre dinheiro com os filhos. Porém, isso pode acabar por transformá-los em adultos sem educação financeira.

Alguém que não sabe lidar com dinheiro de forma equilibrada pode enfrentar muitos problemas na vida, tais como endividamento excessivo, incapacidade de poupar para a realização de um sonho e tantos outros.

A educação financeira na infância é algo essencial que deveria ser ensinado tanto nas casas quanto nas escolas.

Existem muitos bons motivos para ensinar seus filhos sobre dinheiro.

Seja para que eles não repitam seus próprios erros financeiros ou para que consigam fazer boas escolhas e ter um futuro financeiramente independente.

Qualquer que seja sua motivação, pode ser um desafio descobrir como ensinar as crianças sobre dinheiro.

Com que idade começar? Quais as melhores formas de mostrar a importância de administrar bem o dinheiro?

Continue lendo esse artigo e confira algumas dicas de educação financeira para crianças para que elas aprendam desde cedo a lidar melhor com o dinheiro e se tornarem adultos mais responsáveis.

Como ensinar os filhos sobre dinheiro

Existem diferentes abordagens para ensinar as crianças sobre dinheiro.

Quanto antes você tratar desse tema de maneira franca com seus filhos, maiores as chances de que eles desenvolvam uma relação equilibrada com as finanças.

Veja algumas regras gerais para a educação financeira das crianças:

Converse com seus filhos sobre dinheiro

Os diálogos sobre educação financeira devem ser iniciados o quanto antes com as crianças, de forma lúdica e leve, para que se desenvolva uma relação saudável e positiva.

É um erro evitar falar sobre dinheiro com as crianças. Dessa forma, só transformará isso em um assunto em tabu.

Você não precisa e nem deve fornecer detalhes além do que a curiosidade delas deseja saber, como, por exemplo, o valor do seu salário.

Mas inicie o contato com as noções básicas de consumo e dinheiro com os pequenos desde cedo.

Com três anos a criança já começa a entender que, para possuir certas coisas que deseja, é preciso dinheiro.

Conforme ela cresce é possível aproveitar as situações do dia a dia para ensinar sobre dinheiro.

Durante um passeio no shopping ou no mercado, por exemplo, dá para discutir porque um mesmo produto é vendido por preços diferentes, as variações de marca, de padrão de qualidade, do tipo de material, entre outras.

Ou falar sobre a diferença entre as coisas que “precisamos” daquelas que “desejamos” comprar.

Quando os filhos já estão um pouco mais velhos, outra melhor maneira de ensinar bons hábitos financeiros é discutir com eles as decisões financeiras.

Embora cada um tome decisões financeiras diferentes, você deve conversar com seus filhos o que pensa sobre ganhar, gastar, economizar e investir.

Dê o exemplo

As crianças aprendem através de observação, instrução e prática. Com as finanças não é diferente, eles vão se inspirar no exemplo dos pais.

Por isso, viver uma vida de acordo com os valores que se quer passar é tão importante.

De nada adianta querer que os filhos desenvolvam bons hábitos se você mesmo não o faz.
Mostre as tarefas cotidianas

Mesmo muito pequenas, as crianças são capazes de perceber a ação de pagar por uma compra, por exemplo, por mais que ainda não compreendem de onde vem o dinheiro.

O dinheiro está presente no nosso cotidiano. Por isso, é importante incluir as crianças nos rituais em que há gasto de dinheiro.

O simples fato de deixá-la entregar o dinheiro no caixa já é capaz de fazer ela assimilar as normas, atitudes e valores sociais de adquirir algo.

Cofrinho

O bom e velho cofrinho é uma maneira simples de apresentar conceitos financeiros às crianças.

Com ele dá para explicar o valor do dinheiro e o efeito do ato de poupar.

Uma boa maneira de fazer as crianças assimilarem isso é propor que guardem uma moeda por dia para poder comprar um chocolate no fim de semana.


Considere dar uma mesada

A mesada é uma das ferramentas mais utilizadas na educação financeira para crianças, mas deve ser usada com cuidado.

Dar uma pequena mesada ajuda as crianças a aprenderem como fazer escolhas com seu dinheiro.

Porém, deixe as regras bem claras.

Reserve um dia, ou dias específicos para fazer o “pagamento” e deixe que as crianças decidam o que fazer com o dinheiro.

Se o dinheiro acabar e elas quiserem mais, lembre-as da data do próximo pagamento e aproveite para falar sobre a importância de controlar os gastos.

Já o ato de dar dinheiro para as crianças quando fazem algo deve ser analisado com cuidado.

Embora as recompensas reforcem o comportamento, é preciso ter muito cuidado para não criar uma relação de dependência.

As crianças não devem ser pagas para fazer as tarefas domésticas esperadas, como ajudar na louça ou arrumar o quarto.

 

Continue discutindo finanças com seu filho adolescente

A conversa sobre dinheiro deve iniciar na infância, mas não deve parar na adolescência.

Espera-se que nessa fase os filhos já tenham certa responsabilidade, mesmo assim, os pais deveriam acompanhar os filhos em suas escolhas.

Aconselhe, mas deixe que tomem suas próprias decisões e aprendam com os erros.
 

Envolva seu filho em ações de caridade

Envolver os filhos em uma filantropia é uma maneira prática de compartilhar os valores de sua família, ensiná-los a economizar, criar uma mentalidade de abundância e retribuir à comunidade.

 

Ideias para ensinar seu filho sobre dinheiro por faixa etária

A educação financeira em casa deve começar aos 3 anos de idade, quando as crianças começam a escolher e fazer pedidos de produtos, chocolates e brinquedos.

O envolvimento com o tema finanças deve ocorrer aos poucos, à medida que vão aumentando sua compreensão sobre o dinheiro.

É fundamental que os pais envolvam os pequenos ao longo de toda infância no orçamento familiar, mostrando restrições e conversando sobre o tema.

Veja como ensinar as crianças sobre dinheiro em cada faixa etária:
 

A partir dos 3 anos:

É a partir dessa idade que o comportamento de consumo se fortalece. Por isso, é importante conectar as crianças com estes ambientes.

Quando eles ganham uma guloseima na padaria ou um brinquedo na loja de, deixe-os entregar o dinheiro ou o cartão de crédito ao caixa para que eles possam experimentar a sensação de fazer um pagamento.

Isso os ajuda a entender que o dinheiro é transacional.

Nesta idade, já pode ser adotado o primeiro cofrinho, de preferência transparente para que as crianças possam ver as moedinhas se acumulando.

A partir dos três anos de idade, você pode começar a dar pequenas quantias de dinheiro para os seus filhos e explicar que para ter um brinquedo ou um passeio é preciso economizar.

Por mais que elas não tenham noção de preços, tudo começa pela questão de juntar dinheiro para comprar alguma coisa.

Ensine que para comprar o que ela quer, deverá juntar as moedas aos poucos até alcançar seu objetivo.

O exercício treina a paciência e o hábito de poupar dos pequenos.

A partir dos 6 anos:

Nesta idade, as crianças já têm uma melhor noção do valor do dinheiro. Este é um bom momento para trocar as moedinhas e dar uma “semanada”.

Estipule um valor mensal para dar ao seu filho e divida em 4 “semanadas”. Conforme ele for crescendo, pode se tornar “quinzenada”.

Além de ensinar a importância de economizar para conseguir aquilo que quer, estimule seu filho a dividir os recursos recebidos em uma parte para gastos, outra para poupar para comprar um brinquedo com valor mais alto no futuro.

É também um bom momento para começar a associar o dinheiro ao esforço.

Ao invés de remunerá-lo por cada pequena tarefa, recompense ao final de um longo período por manter o quarto arrumado, guardar os brinquedos e apresentar bons resultados na escola, por exemplo.

A partir dos 8 anos:

Agora, a “semanada” já pode se tornar mesada, pois a criança já tem mais noção de como gerir o dinheiro e já deve começar a aprender a fazer planos mais longos.

Os jogos são uma forma divertida de transmitir lições financeiras.

Jogos de tabuleiro como Banco Imobiliário e o Jogo da Vida, são ótimos para brincar com as crianças e introduzir novos conceitos da necessidade de economizar, empreender e investir.
 

Adolescência:

A adolescência é uma fase de muito aprendizado. A essa altura, seu filho já conhece o funcionamento do dinheiro e também a sua relação com o trabalho.

Esse é um bom momento para lidar com transações financeiras mais complicadas, desde que você esteja liderando o caminho e monitorando suas finanças.

Para isso, você pode abrir uma conta para que ele administre e pela qual ele seja responsável.

Ele pode ter seu próprio cartão de débito e sua própria conta de investimento.

Aproveite para ensinar sobre os riscos do mau uso do cartão de crédito, do cheque especial e de depender de empréstimos.

Converse sobre como funcionam os investimentos e os melhores lugares para fazer o dinheiro render.

E o mais importante, permita que ele erre e arque com as consequências de suas escolhas.

Essa é a hora de cometer erros e aprender com eles para que não os repita no futuro.

Dar uma boa educação financeira para seu filho é o maior legado que deixará para ele.

 

fonte: https://comoinvestir.thecap.com.br/educacao-financeira-infantil-como-ensinar-as-criancas-sobre-dinheiro/